[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Eu sou “chato”!

É incomum alguém admitir ser um “chato de galochas”; pois eu sou e assumo. E nem estou pros possíveis comentários desairosos porque, às vezes, nem eu suporto o meu modo intransigente de ser. Eu sou um tanto avesso ao contato com o outro. O outro é sempre uma “ameaça” a mim, ao meu sossego, ao meu silêncio, ao meu retiro, etc.

Sou um ser sociável, mas não muito e não suporto quaisquer tipos de conversas. É um tédio suportar alguém quando o “papo” não me convém. Tem certos parentes que eu detesto receber em minha casa e talvez por isso, não sou muito visitado. Graças a Deus que eles perceberam isso.

Eu sempre pensei que visitas não “agendadas” é um saco. Principalmente aquelas que chegam nas horas mais impróprias e não percebem que estão incomodando. Por isso é que quando algum amigo sugere que façamos um churrasco em minha casa, eu vou logo dizendo que é melhor que seja na casa dele. Assim, quando eu estiver de “saco cheio” eu me mando. Sinta-se honrado se conhecer a minha cozinha, pois somente a quem considero é que permito tamanha honra.

Têm muitas outras coisas que me irritam sobremaneira. Depois que me libertei do maldito vício da bebida, eu não tolero bêbados e imagino o quanto eu devo ter incomodado outras pessoas com o meu mau hálito e conversa fiada. É verdade que ainda tomo uma cervejinha, mas nem 10 % do que bebia e nem com a mesma frequência.

Outra coisa que detesto é falar sobre futebol. Nem me venham com esta conversa repulsiva. Nunca usei camiseta de times e jamais usarei; isso inclui até mesmo as das seleções da França, da Argentina e da Itália que são as minhas preferidas, nesta ordem.

E o que falar de bonés! Meu Deus! Pra cada dez homens que encontro em minha cidade, sete usam bonés; que ridículo. Chinelas havaianas são confortáveis pra serem usadas nas praias, para usar em casa, para ir ao banheiro, e não como a maioria dos homens ridículos que usa no dia-a-dia com os pés encardidos e com as unhas compridas e sujas.

Não deixo barba, nem bigode e nem cabelos compridos; acho de muito mau gosto mesmo se forem bem tratados. E os meus sapatos estão sempre “impecáveis” porque sou um homem muito limpo, sério e perfumado. E muito “macho”, que se diga. Cigarro? Tenho nojo e alergia. Se eu estiver comendo e alguém chegar perto fumando, é certeza que vomito na hora.

E quanto às mulheres, eu já mencionei em outras crônicas as minhas preferências. Todavia, todas são sempre muito bem-vindas desde que não sejam fumantes, mas cheirosas, inteligentes, “gostosas”, que saibam dançar, que gostem de ler e escrever, que saibam cruzar as pernas (e abri-las no momento certo), que não bebam, que não falem palavrões e que saibam me fazer “gemer sem sentir dor”.

Eu sou chato, mas também um cara legal! Ninguém é somente mau ou somente bom; o bem e o mal reside em nós. Esses dois impostores compõem a nossa essência. Não dá pra ser somente um. Quem é que não tem suas “esquisitices”? E mais, ninguém é obrigado a gostar de mim e me suportar. E está dito! Pronto e ponto!




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