[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Busque a sua felicidade, minha amada amiga! Estou torcendo por você!



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Busque a sua felicidade, minha amada amiga! Estou torcendo por você!

Preconceito!

Ele é meu amigo e tenho por ele admiração profunda, muito embora eu o considere um frustrado, pobre de espírito e preconceituoso; já disse isso a ele com muito jeitinho para não lhe despertar a ira. A nossa amizade permite isso.

Ele está sempre argumentando de maneira “quase convincente” de que os ricos são mesmo uns merdas. Às vezes ele até me convence com o seu discurso leviano e preconceituoso.

Contou-me ele que certa vez foi comprar um par de sapatos pra sua esposa na companhia dela numa loja chique em Assis e que presenciou uma senhora experimentando dezenas de pares de sapatos, sandálias, botinhas, etc. Ele ficou só a observar a atitude da “gastadora compulsiva” pra ver se ela levaria todos; não levou. Mas levou mais de 20 pares ao todo e pagou à vista.

Ele me quis fazer acreditar que aquela senhora é uma pessoa doente, que não precisava de tantos calçados, que é uma descontrolada, que não é uma “centopéia”, que tem apenas dois delicados pezinhos, etc. Para que tantos sapatos se ela só poderá usar um par de cada vez. E ainda finalizou dizendo que são os ricos que inflacionam o mercado.

E se não bastasse isso, perguntou-me se eu assisto novela. Eu disse que não. Aí ele completou; pois bem, lá tem uma moça “tetraplégica” que recebe carinhos da família o tempo todo de uma maneira “tão falsa” que passa a idéia de que ricos gostam mesmo de ficar ao lado de doentes. Pura mentira! Ricos odeiam pobres e doentes, antes pagam pra que outros cuidem dos seus doentes. E novela é uma enganação estapafúrdia, pois ali ninguém trabalha e só vivem numa boa nos bares da vida. Todo mundo se dá bem, ninguém se ferra, não faz nada, etc.

E continuou... Os ricos são frescos e nojentos! Eles esbanjam dinheiro, mas não porque são “bonzinhos” e gostem de gastar. Eles são miseráveis, munhecas, mãos fechadas e pagam muito mal seus empregados. Eles valorizam o próprio umbigo. E quando você se deparar com alguém muito rico é porque alguém ficou muito pobre.

E ainda extrapolou ao afirmar que nem o próprio JESUS CRISTO se encantou com os ricos porque eles são mesmos repulsivos e citou a passagem bíblica de São Marcos 10, 17-30 onde diz que: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”!

Percebi que o amigo tem aversão aos ricos tanto quanto eu aos militares. Todavia eu concordo em partes com ele, pois há ricos e pobres insuportáveis. Entretanto não generalizo, mas a proporção de ricos “insuportáveis” é bem maior. Eles se sentem “deuses” e acreditam demasiadamente no poder do dinheiro.

A propósito, eu ouvi um depoimento de um sobrevivente do terremoto do Haiti afirmando que neste momento eles nada poderão fazer com dinheiro, antes preferem água e alimentos. E a Campanha da Fraternidade deste ano abordará justamente este tema, já que ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro.

Radicalismos à parte, eu ouvi o amigo porque tenho ouvidos e gosto de vê-lo expondo seus argumentos “quase sempre convincentes”. Ele não falou por mal e nem eu escrevo com tal intenção, pois ricos e pobres são imprescindíveis um ao outro como são o sol e a lua, o frio e o calor, etc.




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