[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


O dinheiro não é tudo na vida, mas sem ele as coisas são mais dificultosas. Até mesmo no amor é preciso a presença deste maldito impostor



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O dinheiro não é tudo na vida, mas sem ele as coisas são mais dificultosas. Até mesmo no amor é preciso a presença deste maldito impostor.

Como ver e satisfazer a minha amada sem condições para tal? Como levá-la ao restaurante, à pizzaria, ao cinema, à praia, ao teatro, ao balneário, etc. O passeio do pobre é sempre aos lugares onde tudo “é de grátis” (risos); praça, igreja, etc.

Mon Dieu! Dio Mio! Meu Deus! Como é complicado “administrar” o amor sem nenhum trocado no bolso. E sabido é que “quem não tem competência, não se estabelece”! Triste, mas é a vida! C’est la vie mon ami!

O CANALHA!

Tem canalhas de todos os tipos, cor, credo, posição social, etc. Ele está presente em todas as classes sociais e se prolifera como “tiririca”. Têm políticos canalhas, velhos canalhas, mulheres canalhas, padres, pastores, fiéis, etc.

Mas hoje eu quero falar do “pobre canalha”! Do pobre de grana e de espírito. “Malditos” sejam estes canalhas miseráveis que me fazem lembrar uma passagem bíblica que diz assim: “Ao que tem lhe será dado, mas ao que não tem até o que tem lhe será tirado”. E me corrijam se a frase estiver incorreta ou descontextualizada.

O que eu quero dizer é que eu tenho me sentido comovido com o drama das enchentes nas grandes cidades e tenho visto que as pessoas mais pobres de recursos são as mais penalizadas com as catástrofes naturais porque habitam locais impróprios para habitação. É claro que se tivessem recursos não estariam ali. Não vi nenhuma mansão inundada e nenhum rico dizendo ter perdido tudo com as enchentes nas grandes cidades. Mas Deus sabe o que faz, por isso não tenho pena de ninguém; é um sentimento horrível sentir pena.

Mas falemos do pobre canalha que ganha pouco e emprega mal o que ganha e por isso sofre por ignorância e estupidez. Digo isso porque tenho presenciado em minha vida cenas ridículas destes canalhas imbecis que se acham espertos. Os idiotas têm um trabalho sofrido na semana e no sábado pega o pouco que ganhou e vai pro boteco encher a cara e se vangloriar de beber somente Skol. Têm muitos deles que gostam de exibir a quantidade de cerveja que bebem e até ficam ofendido com o garçom se este retira as garrafas vazias que estão sobre a mesa; é pra deixar ali como maneira de ostentar a idiotice deles.

Pior é quando a esposa de um deles vem até o Bar para pedir dinheiro pro leite e pão. A pobre coitada sai enxotada como um cão sarnento. Logo em seguida vem o filho pedir um doce, mas o canalha não pode comprar o doce da criança. Todavia, insiste em afirmar que a conta é dele e paga pinga pra todos os demais canalhas amigos seus.

Na segunda-feira lá está o maldito no Posto de Saúde reclamando que não foi trabalhar porque se sente mal da coluna. E muitos outros buscam o serviço de Assistência Social do Município para pedir auxílio porque não têm nada pra comer em casa.




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