[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


O romance não durou muito tempo e hoje a “madame” é doméstica, vive sem mordomias, sem os filhos ao lado, sem o Ditão, sem cheiro de sangue e de cachaça!



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O romance não durou muito tempo e hoje a “madame” é doméstica, vive sem mordomias, sem os filhos ao lado, sem o Ditão, sem cheiro de sangue e de cachaça!

Não dá mesmo pra entender o amor e menos ainda as mulheres!

Insegurança feminina!

Não quero me passar por psicólogo e muito menos terapeuta ou algo similar, mesmo porque eu não entendo nada deste assunto. Só quero deixar meu ponto de vista porque a insegurança e a desconfiança da "minha amada" têm me constrangido muito e eu bem sei que sou um homem fiel quando me relaciono com alguém.

A propósito, quero explicar que não se trata de nenhum problema conjugal entre mim e a minha Cidinha. Até muito pelo contrário, pois estamos vivendo o melhor período do nosso relacionamento de todos os tempos; há 23 anos.

Tanto é verdade que a minha mulher não se importa que eu vá aos bailes de vez em quando. E lá eu encontro várias amigas que se dizem “admiradas” deste comportamento atípico de minha mulher em não se importar que eu vá ao baile sem ela. Ocorre que a minha Cidinha não dança e não gosta de ambientes com muita gente e barulho. E ela não se importa que eu vá porque sabe que vou lá para dançar e não para arrumar namoradas.

Costumo ir aos bailes uma vez por mês e sempre portando minha aliança no dedo anular da mão direita como se noivo eu fosse. E isso é exatamente pra dizer às possíveis pretendentes que eu não estou livre e que sou compromissado. Orgulho-me disso e respeito muito a minha Cidinha pela confiança que em mim deposita. Mas esta confiança não é por acaso, pois é fruto da nossa convivência por mais de 23 anos. Saber viver não é difícil, mas saber conviver é que é complicado! E eu convivo muito bem com minha esposa. Portanto, a minha Cidinha sabe quem eu sou e por isso dorme despreocupada enquanto eu danço com outras. E as outras sempre sabem que estou ali pra dançar e nada mais.

Todavia, quero falar às “minhas flores” que aprendam a confiar primeiro em vocês e na capacidade de conquista de cada uma, no poder de sedução, na auto-estima, naquilo que vale a pena acreditar e na sinceridade deste “jardineiro” que sabe como regá-las de modo que estejam sempre floridas e lindas no meu jardim. Eu amo minhas flores!

Eu as amo de paixão e não gosto quando vocês duvidam do meu amor, achando que uma flor é mais preciosa que a outra. Pra mim, não há diferença entre as flores que cultivo. Orquídeas, rosas, azaléias, camélias, violetas e todas as outras são flores! E por serem flores, me bastam e eu as amo igualmente!

A insegurança é própria de quem não se garante! E você é linda minha flor! Você, minha mulher menina, sabe muito bem que continua sendo minha “gripe suína”. O seu amor é contagiante; estou condenado a viver “contaminado” até que me venha o encanto e não a morte! Porque já disse o poeta Guimarães Rosa que “as pessoas não morrem, ficam encantadas”!




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