A psicologia aplicada no Brasil, segundo zanelli (1994), começou com a psicologia aplicada ao trabalho, através da criação de cursos e Instituições e da publicação de textos importantes



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TEORIA “X” => teoria tradicional de administração, que apresenta concepções e premissas incorretas e distorcidas acerca da natureza humana e que predominaram durante décadas:

  • “O homem é motivado por incentivos econômicos”.

  • “O homem é um agente passivo que precisa ser administrado, motivado e controlado pela organização”.

  • “As emoções humanas são irracionais e não devem interferir no auto-interesse do indivíduo”.

  • “As organizações podem e devem ser planejadas de tal forma que o sentimento e as características imprevisíveis possam ser neutralizados e controlados”.

  • “O homem é essencialmente preguiçoso e deve ser estimulado por incentivos externos”.

  • “Os objetivos individuais em geral se opõem aos objetivos da organização, impondo-se, pois, um controle mais rígido”.

  • “Em virtude de sua irracionalidade intrínseca, o homem é basicamente incapaz de autocontrole e de autodisciplina”.

Dentro dessa concepção tradicional do homem, a tarefa da administração torna-se restrita à aplicação e controle da energia humana unicamente em direção aos objetivos da organização:



  • “A administração é responsável pela organização dos elementos da empresa produtiva: dinheiro, materiais... interesses de seus fins econômicos”.

  • “É um processo de dirigir os esforços das pessoas, motivá-las, controlar suas ações e modificar seu comportamento para atender às necessidades da organização”.

  • “Sem esta intervenção ativa por parte da administração, as pessoas seriam passivas às necessidades da organização ou mesmo resistiriam a elas. Portanto, devem ser persuadidas, recompensadas, punidas, coagidas, controladas... Esta é a tarefa da administração... Por trás desta teoria tradicional, há diversas crenças adicionais, a saber:

= o homem é indolente por natureza: ele evita o trabalho ou trabalha mínimo possível e prefere ser dirigido;

= falta-lhe ambição: não gosta de responsabilidade e prefere ser liberado dos seus encargos;

= é fundamentalmente egocêntrico às necessidades da organização;

= é crédulo, não muito brilhante, e está sempre disposto a acreditar em charlatães e demagogos;

= sua própria natureza o leva a resistir às modificações, pois procura segurança.”
Essas pressuposições e crenças, ainda moldam o aspecto humano de muitas organizações onde se acredita que as pessoas tendem a comportar-se conforme as expectativas da Teoria “X”. Segundo McGregor (cit in Balcão, 1971, p. 45-55), esse comportamento não é causa: é efeito de alguma experiência negativa em alguma organização.

A segunda fase da Psicologia aplicada ao trabalho foi identificada como a Psicologia Organizacional, que surgiu à medida que os psicólogos deixavam de estudar apenas os postos de trabalho para contribuírem também na discussão das estruturas da organização. A Psicologia organizacional não foi uma ruptura radical com a Psicologia da indústria. Foi uma ampliação do seu objeto de estudo, posto que os psicólogos continuaram atrelados ao problema da produtividade das empresas. A Psicologia organizacional continuou os estudos sobre treinamento, não apenas com a visão de capacitação para o trabalho, mas também com a de desenvolvimento de Recursos Humanos. Ela encampou as "novidades" dos autores estruturalistas e sistêmicos da administração.

Para Sampaio (1998), a Psicologia Organizacional tinha caráter instrumental, tornando-se um novo tema que surgiu dentro dos estudos de motivação, o qual supervalorizou as teorias comportamentais na Psicologia, ao maximizar a influência do ambiente no comportamento humano e minimizar as influências intrapsíquicas, reduzindo-as ao âmbito da satisfação.

A Psicologia Organizacional ainda traz em seu bojo a idéia do plano de cargos e salários como elemento motivador, embora já se saiba, desde os trabalhos de Herzberg, do caráter higiênico do salário como fator de incentivo. (SAMPAIO, 1994, p. 24-25)

Passamos a apresentar outra Teoria de ARH, que dá suporte teórico as atividades dos psicólogos nesta fase:



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