A organizaçÃo das cátedras na faculdade católica de filosofia de sergipe (1951-1968)



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Partido Social Democrático. [...] Não obstante as dificuldades, em 1954 apareceu a Faculdade de Serviço Social, também ligada a Igreja Católica. Fechando o ciclo, em 1961, nascia a Faculdade de Ciências Médicas com aporte significativo do Estado. O fato é que no início dos anos sessenta já eram computados 12 cursos de graduação com 156 professores e 336 alunos” (DANTAS, 2004, p. 158).

4 De forma ampla, os intelectuais são vistos por Sirinelli (2003, p. 242) como “[...] criadores e ‘mediadores’ culturais [...] estão abrangidos tanto o jornalista como o escritor, o professor secundário como o erudito [...]”. Desse modo, os professores do ensino superior da faculdade em foco podem ser situados na citada classificação, e é dentro desse conceito que fazemos referência ao termo “intelectual” ao longo do presente texto.

5 Segundo Lima (2009), Luciano Duarte, nascido em 21 de janeiro de 1925, na rua de Japaratuba, Aracaju – SE, fez seus estudos primários na “Escola de Aprendizes Artífices de Sergipe”. Em Aracaju, primeiramente ingressou no Seminário Menor na capital sergipana, e logo depois em 1942 foi admitido no Seminário provincial de Olinda em Pernambuco, onde cursou dois anos de Filosofia e um de Teologia. Em 1945 ingressou no Seminário Central de São Leopoldo/ RS, onde terminou seus estudos, sendo ordenado sacerdote em 1948, com 23 anos de idade. Foi diretor e professor de Grego e Latim no Seminário Menor de Aracaju, dirigiu o Jornal A Cruzada, de 1949 a 1954, além de diretor da FCFS, de 1951 a 1954 e de 1958 a 1968, lecionou Latim, Psicologia, Teologia, Filosofia e Conversação Francesa e Psicologia Educacional. Ainda em 1954 bacharelou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia de São Paulo; nesse mesmo ano viajou a Paris, permanecendo até o ano de 1957, quando recebeu o título de doutor em Filosofia com a mais alta menção da Sorbonne (LIMA, 2009).

6 Para Cunha (2007), “A faculdade era composta de cátedras, cada qual correspondendo a uma certa área do saber. A reunião de certas cátedras compunham as séries, e seqüência destas, o curso. A cátedra tinha no professor catedrático o titular vitalício somente substituído por morte, afastamento ou jubilação (aposentadoria). Ao catedrático estavam vinculados os professores assistentes, livre-docentes e auxiliares, a quem cabiam as tarefas docentes das disciplinas ou das turmas que resultavam da subdivisão da cátedra. Os auxiliares de ensino eram indicados pelo próprio catedrático, pois deveriam ser pessoas de sua confiança” (CUNHA, 2007, p. 18). A FCFS não seguia plenamente essa descrição nem no seu regimento.

7 Atualmente o antes suntuoso prédio do “colégio das freiras” encontra-se em situação deplorável. A parte do térreo tomada por lojas e a parte superior entregue ao abandono do tempo, visivelmente em ruínas. Sobre a história do Colégio Nossa Senhora de Lourdes ver Costa (2003).

8 Sobre a Universidade do Brasil, consultar Fávero (2000).

9 É importante salientar que a estrutura organizacional da FCFS é igual à da FFCL da USP em 1939 explorada por Katsios (1999). Tal modelo foi o imposto pela FNFi a partir de 1939 para todas as faculdades do país, conforme o Decreto-Lei nº 1.190, de 4 de abril de 1939, alterado pelo Decreto-Lei n. 9.092, de 26 de março de 1946, que ampliou o regime didático das faculdades de filosofia.

10 Professores do Atheneu Sergipense que lecionaram na FCFS: Felte Bezerra, Gonçalo Rollemberg Leite, João Perez Garcia Moreno, José Barreto Fontes, José Bonifácio Fortes Neto, José Rollemberg Leite, Lucilo da Costa Pinto e Maria Thétis Nunes.

11 As “estruturas de sociabilidade” são entendidas, conforme explica Sirinelli, para este pesquisador: “Todo grupo de intelectuais organiza-se também em torno de uma sensibilidade ideológica ou cultural comum e de afinidades mais difusas, mas igualmente determinantes, que fundam uma vontade e um gosto de conviver. São estruturas de sociabilidade difíceis de aprender, mas que o historiador não pode enganar ou subestimar” (SIRINELLI, 1996, p. 248). É nesse sentido que utilizamos o conceito rede de sociabilidade.

12 Bourdieu afirma que o habitus imposto aos novos postulantes de um campo é um “modo de pensamento específico”, e prossegue: “Na realidade, em lugar do habitus tácita ou explicitamente exigido, o novo postulante deve trazer para o jogo um habitus praticamente compatível, ou suficientemente próximo, e acima de tudo maleável e suscetível de ser convertido em habitus ajustado, em suma congruente e dócil, ou seja, aberto à possibilidade de uma reestruturação. É a razão pela qual as operações de cooptação prestam atenção aos sinais de competência e ainda mais aos indícios quase imperceptíveis, quase sempre corporais, postura, compostura, maneiras, disposições de ser e sobretudo de vir a ser, quer se trate de escolher um jogador de rúgbi, um professor, um alto funcionário ou um policial” (BOURDIEU, 2001, p. 121, grifos nossos).

13 Para o teórico francês Pierre Bourdieu “os campos são os lugares de relações de forças que implicam tendências imanentes e probabilidades objetivas. Um campo não se orienta totalmente ao acaso. Nem tudo nele é totalmente possível e impossível em cada momento” (BOURDIEU, 2004, p. 27).

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