A mediaçÃo da psicopedagogia institucional na modalidade eja



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A MEDIAÇÃO DA PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL NA MODALIDADE EJA

Paula Maria Silveira Muniz1

RESUMO
A atuação psicopedagógica institucional possibilita o acolhimento da descoberta, das práticas, dos métodos, do entender-se e compreender-se, independente da sua idade cronológica. Neste contexto o objetivo desse trabalho é investigar como a medição psicopedagogia pode auxiliar a prática docente na modalidade de Educação de Jovens e Adultos. O estudo está inserido no Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica e surgiu da hipótese de que a EJA tem como foco principal oferecer subsídios as pessoas que por diversas questões não puderam frequentar a escola na idade/série adequada e que grande parte apresenta dificuldades de aprendizagem e precisam com urgência dos estudos para uma ascensão no mercado de trabalho e sociedade, como também o fortalecimento da autoestima destes sujeitos. Neste sentido, entendemos que a atuação do Psicopedagogo junto aos docentes nas orientações metodológicas, ajuda na condução dos trabalhos e ressignifica o modo de como acontece à construção do conhecimento, promovendo atitudes que incentivam os educandos galgar a melhoria do ensino e da vida. De modo específico busca-se: a) Descrever as ações psicopedagógicas frente à problemática educacional b) Identificar os mecanismos da mediação do psicopedagogo na escola c) apresentar as contribuições da psicopedagogia na Educação de Jovens e Adultos. Quanto a organização metodológica optou-se pela análise documental. Os principais resultados indicam que a práxis psicopedagógica institucional media, soluciona e auxilia na identificação dos problemas no processo da aprendizagem humana, lida com as problemáticas que permeiam a instituição, por meio de instrumentos e técnicas específicas, elabora estratégias de ensino em conjunto com os professores de modo interdisciplinar e transdisciplinar.
Palavras-chave: Aprendizagem Humana. Mediação Psicopedagógica. EJA.
1 INTRODUÇÃO
O segmento Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um campo de pesquisa riquíssimo, visto que nele está inserido um alunado de amplo conhecimento prévio. Esta modalidade de ensino tem por princípio pedagógico uma educação diferenciada, que atenda a sua heterogeneidade de saberes e interesses, mas por muitas vezes este atendimento é prejudicado pela escassez de recursos físicos e humanos.

A realização do estágio psicopedagógico na área institucional com a modalidade EJA viabilizou a ampliação dos conhecimentos adquiridos durante o curso de Pós- Graduação em Psicopedagogia Clinica e Institucional.

Para tanto, este artigo busca indagar sobre como a psicopedagogia pode contribuir para a melhoria das práticas pedagógicas na modalidade EJA, que passou a ser reconhecida como mediação entre o analfabetismo e o conhecimento – fato de não saber ler e escrever não dificultava a obtenção de um emprego no cultivo de lavouras, mas com a vinda de tais inovações, estes sujeitos se sentiram obrigados a procurar a escola na tentativa de conseguir uma colocação na cidade, em busca de melhorar seu padrão de vida ou manter-se atualizado.

Segundo (Fasheh, 1999, p. 166) “aprender a ler e a escrever pode ajudar uma pessoa a ser livre”, acordando com a citação a educação é um dos instrumentos que permite às pessoas buscarem uma melhoria de vida, capacitando-se para incluir-se no mercado de trabalho, bem como conhecer os seus direitos.

Diante do exposto, tem-se como objetivo geral, identificar qual a percepção do professor em relação à atuação do psicopedagogo na modalidade –EJA.

Para tanto, elencou-se modo específico: a) Descrever as ações psicopedagógicas frente à problemática educacional b) Identificar os mecanismos da mediação do psicopedagogo na escola c) apresentar as contribuições da psicopedagogia na Educação de Jovens e Adultos.

Conforme, Bossa (2000) a aprendizagem é um fruto da história de cada sujeito e das relações que ele consegue estabelecer com o conhecimento ao longo da vida. Além disso, vários são os motivos que os levam a retomar os estudos, realização pessoal ou profissional. Em consonância a citação o presento estudo busca destacar o papel do psicopedagogo institucional, e, mostrar a escola que ela é capaz de uma ensinagem significativa.
2 REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Um Olhar Histórico Sobre a Psicopedagogia
O dicionário Aurélio Ferreira (1986, p. 1412)  da língua portuguesa define o vocábulo-Psicopedagogia como “Aplicação da Psicologia Experimental à Pedagogia”. A formação de profissionais para atuarem como psicopedagogo acontece deste os anos 1970, mediante curso de Especialização em nível de Pós-Graduação e muito recentemente, através de cursos de Graduação. Estudiosos da área acentuam que a ênfase da psicopedagogia encontra-se na interdisciplinaridade, ou seja, a busca de conhecimentos em outros campos, criando seu próprio conceito. Contudo a psicopedagogia surgiu com o objetivo de trabalhar na área clínica e foi ampliando para a escolar, sua priori está na atuação curativa à preventiva.

Conforme Bossa (2007 p.19) “a psicopedagogia enquanto produção de um conhecimento científico nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de aprendizagem, não basta como aplicação da psicologia à pedagogia”.

Parafraseando a citação, mesmo que a base do surgimento da psicopedagogia tratasse de apenas a estas duas disciplinas, não seria uma atuação de uma à outra, mas a constituição de uma nova área que recorre aos conhecimentos dessas.

É oportuno enfatizar que a Psicopedagogia ao longo dos tempos sofreu influências de diferentes correntes teóricas, visto que, na década de 50/60, esta tinha uma visão médica enfatizando o problema que acontecia com o sujeito com relação à aprendizagem, ou seja, sua abordagem era-neuropsicológica, uma vez que existindo um problema, este deveria ser sanado investigando-se qual era o problema, e como que acarretava o fracasso escolar.

Um pouco mais a frente, década de 60/70, a psicopedagogia transpassava pela visão behaviorista, cujo estudo era meramente científico, fundamentado em dois tipos de aprendizagem, condicionamento clássico e condicionamento operante, deixou de priorizar os problemas e passou a explorar a condição do sujeito aprendente. Conforme as teorias Vygotsky (1999, p.117-118) a qual propõe que:
Um aspecto essencial do aprendizado é o fato de ele criar a zona de desenvolvimento proximal; ou seja, o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com companheiros. Uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento da criança.
Deste modo, a partir da década de 80, a visão Psicopedagógica foi ampliada com a influência da teoria de a qual tem sua relevância no meio social do sujeito para sua aprendizagem.

Neste entrelace, percebe-se que a psicopedagogia surgiu a partir da necessidade de atender como acontece à compreensão humana, na busca de contribuir para que haja uma aprendizagem significativa, objetivando levantar hipóteses dos porquês do fracasso escolar e não mais como ele acontece.


[...] A psicopedagogia além de dominar a patologia e a etiologia dos problemas de aprendizagem, aprofundou conhecimentos que lhe possibilitam uma contribuição efetiva não só relacionada aos problemas de aprendizagem, mas, também, na melhoria da qualidade do ensino oferecido nas escolas. [...]. Dessa forma contribui para a percepção global do fato educativo e para a compreensão satisfatória dos objetivos da educação e da finalidade da escola, possibilitando, assim, uma ação transformadora (SCOZ, 2002, p. 34).
Assim na década de 90, as atuações Psicopedagógicas atrelaram-se a diversas áreas como a: Psicanálise; Pedagogia; Psicolinguística; Neurociências, com abordagens em diferentes campos (neurologia, oftalmologia, audiometria, fonologia...); Psicologia.

Sendo assim, a Psicopedagogia objetiva estudar as características da aprendizagem: como é que se aprende, como se dá as alterações na aprendizagem e de que forma reconhecê-las, tratá-las e preveni-las. No primeiro nível, o psicopedagogo atua nos processos educativos, tentando diminuir a “frequência dos problemas de aprendizagem”. No segundo nível, o objetivo é tentar diminuir e tratar dos problemas de aprendizagem já existentes. E no terceiro nível, o principal objetivo é eliminar os transtornos diagnosticas.

No trabalho clínico, o psicopedagogo deve reconhecer sua própria subjetividade dentro da relação, bem como, saber como se constitui o sujeito, as transformações em suas etapas da vida, para tanto compreender como os sistemas e os métodos educativos interferem na aprendizagem do aluno.

Segundo Alicia Fernández (apud BOSSA, 2000 p. 23):


o psicopedagogo necessita compreender como acontece à aprendizagem humana, e esse saber só é possível através de uma visão norteada sobre três pilares: p

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