A magia dos contos de fadas imaginação, inferência e extrapolação



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A MAGIA DOS CONTOS DE FADAS: IMAGINAÇÃO, INFERÊNCIA E EXTRAPOLAÇÃO

Vania Cristina Pauluk de Jesus - SME- Ponta Grossa

1. Leitura e letramento na sociedade da informação
Num mundo neoliberal de transformações constantes, o conhecimento assume o papel de protagonista, sendo ele emancipador. É necessário uma escola de qualidade social, sendo
aquela que promove para todos o domínio de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades cognitivas, operativas e sociais necessários ao atendimento de necessidades individuais e sociais dos alunos, à inserção no mundo do trabalho, à constituição da cidadania, tendo em vista a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. (LIBÂNEO, 2000, p.54).

Portanto, o papel da educação é ampliar o universo do saber do educando, oportunizando o acesso ao patrimônio artístico e cultural da sociedade, para que ele possa intervir com consciência na realidade. “ É nesse sentido que a leitura crítica da realidade, dando-se num processo de alfabetização ... pode constituir-se num instrumento que o Gramsci chamaria de ação contra-hegemônica.” (FREIRE, 1997, p.21).

Neste contexto, a alfabetização não pode ser entendida apenas como codificação e decodificação, mas sim contemplar a dimensão discursiva da linguagem, utilizando-a em situações diversas. Entendendo linguagem como processo no qual se considera o uso da língua escrita enquanto discurso significativo, sendo este o uso da língua em situações de interlocução, comunicação. Além da leitura que ultrapassa o código, envolvendo a reflexão e o entendimento das intencionalidades do autor, compreensão, inferência e extrapolação. Apostando no letramento que é, o exercício da leitura e escrita como práticas sociais do cotidiano.

As crianças pobres são mais difíceis de serem ensinadas através de metodologias tradicionais. Elas são as que tem menos poder na escola, são as menos capazes da fazer valer suas reivindicações ou de insistir para que suas necessidades sejam satisfeitas, mas por outro lado são as que mais dependem da escola para obter sua educação, conforme ( GENTILI, 1996). A escola não pode desconsiderar a necessidade de ser eficiente para estas crianças, visto que depositam na escola suas esperanças de elevação cultural e econômica. Não pode excluir sutilmente os que mais precisam dela, através de metodologias, ações, censuras, que possam sugerir que a escola não foi idealizada para atender suas necessidades educacionais, sociais, políticas... enfim, que a escola não foi feita para ela.

Para que tal se efetive é importante que o aluno tenha contato com diferentes portadores de textos, compreensão da função social da escrita, produção de textos individuais e coletivos, etc., utilize-se a leitura em situações reais, utilize-se materiais didáticos e metodologias atraentes e especialmente se problematize os conhecimentos acumulados historicamente pela sociedade; “é necessária, então uma metodologia de alfabetização que resgate o lugar do educando como sujeito pensante, que se apodere do processo construtivo e discursivo de alfabetização” (VILLALOBOS, 2000, p.20). Escrever é um gesto fundamental de expressão humana, portanto é preciso estimular os alunos para que tenham prazer na produção de textos; motivando-os a fim de que estejam “transbordando” o assunto que será escrito. Assim, o texto será rico em significado e não apenas o cumprimento de uma mera tarefa escolar, onde apenas o professor o lerá. É preciso valorizar o texto produzido pelo aluno expondo-o na sala de aula, pátio, convidando o aluno a ler para seus colegas, trocando textos para que todos leiam, etc. Todo esse processo deve ser acompanhado de análise, revisão e reestruturação desse textos.

A leitura de diferentes tipos de textos deve contemplar: parlendas, poemas, quadrinhas, histórias em quadrinhos, fábulas, textos jornalísticos, placas, anúncios, cartas, bilhetes, textos informativos e muitos outros. Considerar também que a literatura tem papel estratégico na formação do leitor; sendo assim, é muito importante propiciar o contato com livros desde o início da escolarização, a criança deve tocar o livro, folhear, ouvir e recontar histórias; vivenciando primeiro a função estética do livro de literatura


justamente por ser um instrumento de criação e expressão estética assentado no signo escrito, o qual adquire grande vitalidade no interior de uma trama elaborada artisticamente, como depositário e revelador de idéias, certezas e incertezas do homem, dos seus desejos, da sua visão das coisas, da vida e do mundo, é que este texto aprisiona todo um universo e remete a uma gama de coisas, a uma pluralidade, a uma mundivisão. (BRAGATTO FILHO, 1995, p.83).
A partir daí pode-se partir para atividades interdisciplinares, interpretação, produção de textos, ilustração. Ou então apenas apreciar o estético. “ Quanto mais a criança for exposta à linguagem falada, escrita, lida ou cantada, maior será sua capacidade verbal e oral ao crescer.” ( MONTAGNO, 1999, p.3). É preciso que se incentive a leitura e oportunize o contato da classe desfavorecida economicamente com livros, o que pode ser feito também através da escola, visto que segundo SOARES:
A aquisição do capital cultural e do capital lingüístico pode dar-se ou por familiarização, isto é, pela convivência, mais ou menos prolongada, com a cultura e a linguagem “legítimas”, ou por um processo formal e intencional de inculcação de regras explícitas. Esse processo formal e intencional de aquisição do capital cultural e lingüístico é atribuído à escola. ( 1991, p. 60) .
A escola deve então fazer uso da língua em situações reais e significativas, respeitando os dialetos dos alunos, mas apresentando a norma culta e explicitando que precisam falar e escrever de acordo com ela, ou serão excluídos socialmente. Para tanto, o professor precisa “integrar o trabalho com a linguagem em sala de aula, através da leitura ou da produção de textos que levem o aluno a assumir crítica e criativamente a sua função de sujeito do discurso, ou seja enquanto falante ou escritor, ouvinte ou leitor-intérprete.” (GERALDI, 1997, p.73). Um mecanismo eficiente para que tal ocorra é a utilização de contos de fadas, pois possuem uma estrutura narrativa perfeita e podem colaborar na produção oral e escrita das crianças.




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