A. M. E. Prof.(a): Maíse Rodrigues Data: / /2017 Aluno(a): nº Atividade de Língua Portuguesa 2º ano 1


O que as câmeras ainda não mostram



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O que as câmeras ainda não mostram
Os bisbilhoteiros virtuais se refestelaram na semana passada, quando chegou ao Brasil o Google Street View, serviço que coloca na tela do computador fotos em 360 graus das ruas de, por enquanto, 51 municípios brasileiros. Em sua maioria, as primeiras pesquisas feitas por brasileiros se concentraram na busca do próprio endereço, da sede do trabalho, da casa da namorada. E houve também muita gente que passou horas procurando imagens bizarras ou engraçadas captadas pelo programa. Passada essa primeira onda de voyeurismo, comum em todos os países que já contam com o serviço, começam a aparecer outras utilidades. Num futuro não muito distante, o internauta brasileiro vai poder planejar suas férias, adquirir um imóvel ou visitar um museu por meio da ferramenta.

O Street View faz parte de outro produto da empresa, o Google Maps. Bem mais detalhista que seu irmão maior, permite ao usuário navegar pelas ruas, com uma visão de todos os pontos cardeais, do chão e do céu. É como se você andasse até a porta de um prédio, admirasse sua fachada, comparasse com a dos vizinhos etc., num passeio em que o mouse cumpre a função das pernas. Lançada em maio de 2007, a ferramenta originalmente cobria cinco grandes cidades nos EUA e seus arredores. Hoje, se estende a todo território americano, assim como à maior parte do Canadá, Japão, Austrália e vários países europeus. No Brasil, até agora apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e cidades vizinhas dessas capitais foram fotografadas pelos carros do Google. (...)

Muitos varejistas se animaram com a possibilidade de ter seus estabelecimentos fotografados pelas poderosas câmeras do produto. Seria a chance de, num primeiro momento, o cliente fazer um passeio virtual para depois fechar uma compra real e feita de forma presencial. Atualmente isso esbarra em dois problemas. O primeiro é que o programa não é ao vivo. As imagens são coletadas em média um ano antes de irem ao ar. Ou seja, quando o visitante entrasse na loja, as prateleiras estariam desatualizadas. O outro problema é o fato de que, segundo a empresa, a produção de fotos de estabelecimentos comerciais não passa de mero boato.

Bem mais acessível aos lojistas, pelo menos por enquanto, é a oferta de espaços publicitários nas ruas flagradas pelo Google. A empresa aposta tanto nisso que patenteou um sistema que automaticamente apaga as mensagens publicitárias estampadas em outdoors e cartazes. No lugar delas seriam colocados anúncios pagos. “As empresas americanas ainda não adotaram essa estratégia. Não tem nada de anúncio ali”, diz Pedro Sorrentino, professor da São Paulo Digital School e autor do vídeo “Obama Digital”. Em muitas áreas, o Street View ainda é uma ferramenta em busca de uma utilidade.


(Istoé, edição 2135, 08/10/2010)

7. O pronome demonstrativo “o”, presente no título, remete a

a) cenas degradantes.

b) visitas virtuais.

c) propagandas patrocinadas.

d) detalhes arquitetônicos.

e) informações geográficas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

A coragem (...) só se torna uma 12virtude quando a serviço de outrem ou de uma causa geral e generosa. Como traço de caráter, a coragem é, sobretudo, uma fraca sensibilidade ao medo, seja por ele ser pouco sentido, seja por ser bem suportado, ou até provocar prazer. É a coragem dos estouvados, dos brigões ou dos 10impávidos, a coragem dos “durões”, como se diz em nossos filmes policiais, e todos sabem que a 2virtude pode não ter nada a ver com ela.

Isso quer dizer que 1ela é, do ponto de vista moral, totalmente indiferente? Não é tão simples assim. Mesmo numa situação em que 3eu agiria apenas por 11egoísmo, pode-se estimar que a ação generosa (por exemplo, o combate contra um agressor, em vez da súplica) manifestará maior domínio, maior 13dignidade, maior 14liberdade, 15qualidades moralmente significativas e que darão à coragem, como que por retroação, 5algo de seu valor: sem ser sempre moral, em sua essência, a coragem é aquilo sem o que, não há dúvida, qualquer moral seria impossível ou sem efeito. 4Alguém que se entregasse totalmente ao medo que lugar poderia deixar aos seus deveres? (...) O medo é egoísta. A covardia é egoísta. (...) Como virtude, ao contrário, a coragem supõe sempre uma forma de 7desinteresse, de 8altruísmo ou de 9generosidade. Ela não exclui, sem dúvida, uma certa 16insensibilidade ao medo, até mesmo um gosto por ele. Mas não 6os supõe necessariamente. Essa coragem não é a ausência do medo, é a capacidade de superá-lo, quando ele existe, por uma vontade mais forte e mais generosa. Já não é (ou já não é apenas) fisiologia, é força de alma, diante do perigo. Já não é uma paixão, é uma virtude, é a condição de todas. Já não é a coragem dos durões, é a coragem dos doces, e dos heróis.


André Comte-Sponville. Pequeno tratado das grandes virtudes. p. 55 a 57 (adaptado).

8. Quanto ao emprego de pronomes no texto, afirma-se:


1. O “ela” (ref. 1), retoma “virtude” (ref. 2).

2. Quanto ao sentido, o “eu” (ref. 3), tem valor equivalente ao de “alguém” (ref. 4).

3. A palavra “algo” (ref. 5), poderia ser substituída pela expressão “um pouco”, sem prejuízo à coerência e à correção do texto.

4. O “os” (ref. 6), retoma “desinteresses” (ref. 7), “altruísmo” (ref. 8) e “generosidade” (ref. 9).


Estão corretas apenas as afirmativas

a) 1 e 2.

b) 2 e 3.

c) 2 e 4.

d) 3 e 4.

e) 1, 3 e 4.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Para responder à(s) questão(ões) a seguir, considere o texto abaixo.


Editorial

Na rotina de mãe de quatro filhos, a escritora israelense Ayelet Waldman começou a detectar em si mesma e em outras mães que conhecia uma ansiedade persistente, disparada pela frustração de não corresponder às próprias expectativas em relação à maternidade. Para piorar seu tormento, 1aonde quer que fosse, encontrava mulheres sempre prontas a apontar o dedo para seus defeitos, numa espécie de polícia materna, onipresente e onisciente. Em uma conversa deliciosa com a Revista em Dia, Ayelet discorre sobre as agruras das mães ruins, categoria na qual hoje se encaixa, e com orgulho. 2E ajuda a dissipar, com humor, o minhocário que não raro habita a cabeça das mães. Minhocário que, aliás, se não for bem administrado, pode levar a problemas muito mais sérios. 3É o que você verá na reportagem da página 14, que traz o foco para a depressão durante a gravidez. Poucos sabem, mas a doença pode ser deflagrada nessa fase e é bom que tanto as gestantes como outras pessoas ao redor fiquem atentas para que as mulheres nessa situação possam receber o apoio necessário. A revista também traz temas para quem a maternidade já é assunto menos relevante 4nesse momento da vida. Se você é daquelas que entraram ou consideram entrar na onda da corrida, terá boas dicas na página 18. 5Caso já esteja reduzindo o ritmo, quem sabe encontre inspiração para espantar a monotonia na crônica da página 8. Esperamos, com um grãozinho aqui, outro ali, poder contribuir um pouco para as várias facetas que compõem uma mulher saudável e de bem consigo mesma.


9. Comenta-se com correção:

a) (referência 3) A palavra você não é, aqui, um pronome de tratamento, mas um pronome indefinido, indicando “pessoa não identificada”, “alguém”, como em “Se você adoece, é descontado em seu salário”.

b) (referência 4) A coesão realizada pelo pronome esse supõe a relação com um dado oferecido pelo contexto: trata-se do momento em que a mulher não está especialmente preocupada com a maternidade.

c) (referência 5) Uma crônica é oferecida a quem lê; a coerência do texto não imporia qualquer limite à crônica citada: pode tratar de qualquer assunto, que garantirá inspiração ao leitor pretendido.

d) (referência 1) Levando em conta que o significado da palavra é “ao lugar em que”, aonde está empregada em desacordo com as normas gramaticais.

e) (referência 2) Se outra formulação para o segmento E ajuda a dissipar fosse “E ajuda que se dissipa”, não haveria prejuízo da correção original.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:






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