A. M. E. Prof.(a): Maíse Rodrigues Data: / /2017 Aluno(a): nº Atividade de Língua Portuguesa 2º ano 1


A épica narrativa de nosso caminho até aqui



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A épica narrativa de nosso caminho até aqui
Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela experiência de aprender mais sobre o nosso país. Ao nos depararmos com uma realidade diferente 1daquela em que estamos imersos cotidianamente, o estranhamento serve de alerta: deve haver uma razão, um motivo, para que as coisas funcionem em cada lugar de um jeito. Presentes diferentes só podem resultar de passados diferentes. Essa constatação pode ser um poderoso impulso para conhecer melhor a nossa história.

Algo assim vem ocorrendo no campo de estudos sobre o Sistema Solar. O florescimento da busca de planetas extrassolares – aqueles que orbitam em torno de outras estrelas – equivaleu a dar uma espiadinha no país vizinho, para ver como vivem “seus habitantes”. Os resultados são surpreendentes. Em certos sistemas, os planetas estão tão perto de suas estrelas que completam uma órbita em poucos dias. Muitos são gigantes feitos de gás, e alguns chegam a possuir mais de seis vezes a massa e quase sete vezes o raio de Júpiter, o grandalhão do nosso sistema. Já os nossos planetas rochosos, classe em que se enquadram Terra, Mercúrio, Vênus e Marte, parecem ser mais bem raros do que imaginávamos a princípio.

A constatação de que somos quase um ponto fora da curva (pelo menos no que tange ao nosso atual estágio de conhecimento de sistemas planetários) provocou os astrônomos a formular novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua atual configuração. 2Isso implica responder perguntas tais como quando se formaram os planetas gasosos, por que estão nas órbitas em que estão hoje, de que forma os planetas rochosos surgiram etc.

Nosso artigo de capa traz algumas das respostas que foram formuladas nos últimos 15 a 20 anos. Embora não sejam consensuais, teorias como o Grand Tack, o Grande Ataque e o Modelo de Nice têm desfrutado de grande prestígio na comunidade astronômica e oferecem uma fascinante narrativa da cadeia de eventos que pode ter permitido o surgimento da Terra e, em última instância, da vida por aqui. [...]


(Paulo Nogueira, editorial de Scientific American – Brasil – nº 168, junho 2016.)

5. “Isso” (ref. 2) se refere:

a) ao florescimento da busca de planetas extrassolares.

b) a gigantes feitos de gás, alguns chegando a possuir mais de seis vezes a massa e quase sete vezes o raio de Júpiter.

c) à formulação de novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua configuração atual.

d) à constatação de que somos quase um ponto fora da curva.

e) ao nosso atual estágio de conhecimento de sistemas planetários.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:



6Viajam de bonde silenciosamente. Devia ser quase uma hora, 1pois o veículo já se enchia do público especial dos domingos.

2Eram meninas do povo envolvidas nos seus vestidos empoados com suas fitinhas cor-de-rosa ao cabelo e o leque indispensável; eram as baratas casemiras claras dos ternos, [...] eram as velhas mães, prematuramente envelhecidas com a maternidade frequente, 7a acompanhar a escadinha dos filhos, ao lado dos maiores, ainda moços, que fumavam os mais compactos charutos do mercado — era dessa gente que se enchia o bonde e se via pelas calçadas em direção aos jardins, aos teatros em matiné, aos arrabaldes e às praias.

3Era enfim o povo, o povo variegado da minha terra. 4As napolitanas baixas com seus vestidos de roda e suas africanas, as portuguesas coradas e fortes, caboclas, mulatas e pretas — era tudo sim preto, às vezes todos exemplares em bando, às vezes separados, 8que a viagem de bonde me deu a ver.

E muito me fez meditar o seu semblante alegre, a sua força prolífica, atestada pela cauda de filhos que arrastavam, a sua despreocupação nas anemias que havia, em nada significando a preocupação de seu verdadeiro estado — 5e tudo isso muito me obrigou a pensar sobre o destino daquela gente.


BARRETO, Lima. O domingo. Contos completos de Lima Barreto.

Organização e introdução de Lília Moritz Schwarcz. São Paulo: Companhia

das Letras, 2010. p. 589.

6. No texto, faz-se presente a adjetivação, que é um traço avaliativo do narrador, mas que está ausente no fragmento transcrito em

a) “pois o veículo já se enchia do público especial dos domingos.” (ref.1).

b) “Eram meninas do povo envolvidas nos seus vestidos empoados com suas fitinhas cor-de-rosa ao cabelo” (ref.2).

c) “Era enfim o povo, o povo variegado da minha terra.” (ref.3).

d) “As napolitanas baixas com seus vestidos de roda e suas africanas” (ref.4).

e) “e tudo isso muito me obrigou a pensar sobre o destino daquela gente.” (ref.5).

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:






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