A linguagem corporal do adolescente gótico



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A linguagem corporal do adolescente gótico

Lucilene Maria Ried

Reprodução gratuita autorizada desde que citada a seguinte referência bibliográfica:

RIED, Lucilene Maria. A linguagem corporal do adolescente gótico. Cognitivo: Revista Eletrônica de Psicoterapia Cognitiva, junho de 2010. Disponível:



< http://cognitivo.cjb.net > Acessado em: [dia/mês/ano].


INTRODUÇÃO
Com este trabalho se pretende investigar e compreender a linguagem corporal do adolescente gótico, e para tanto, buscou-se contextualizar a origem do termo gótico e seu significado. De modo que o termo é focalizado como linguagem corporal manifestada pelos adolescentes que são adeptos da cultura gótica. E que por sua vez, os leva a usar na maior parte dos casos, seu próprio corpo como instrumento de comunicação para expressar sua subjetividade e revelar sua indignação e rebeldia.

A pertinência da temática abordada denota todo um movimento cultural em torno de uma forma diferente de pensar sobre certos valores ou certa angústia coletiva, um estado de espírito que demonstra insatisfação com a vida.

Conforme Schmidt (1985), o estilo gótico apresenta uma aparência triste retratando um mundo de dor, rejeição e tristeza. Criam-se incompatibilidades com alguns valores instituídos, quando os jovens defendem e tentam implantar novas tendências éticas, estéticas e comportamentais. Sentem-se inconformados com o controle exercido pelas instituições sociais, e busca a satisfação de suas necessidades subvertendo os padrões, o que provoca diversos tipos de confrontos.

De acordo com a visão cognitiva a percepção das pessoas sobre as situações influenciam suas reações. Quando a experiência infantil é percebida de um modo negativo, o sujeito tende a, atribuir qualidades negativas á si próprios. Se esses conceitos negativos tornam-se estruturas organizadas em suas mentes, o indivíduo processa as informações de forma distorcida e disfuncional, percebendo e focalizando muito rigidamente o lado negativo, evitando ou falhando no processamento das informações (Beck, 2007, 1997).

Continuando a autora afirma que a crença central de desvalor conduz o indivíduo a acreditar que não obterá sucesso em alcançar determinado objetivo ou que não será merecedor de receber afetos de outras pessoas. A crença central não se refere apenas à pessoa em si. Esse tipo de cognição também se desenvolve no ser humano como uma forma de extrair sentido do contexto externo e suas relações com outras pessoas. É uma forma encontrada pelo sujeito de organizar as suas experiências para que ela se adapte adequadamente a seu ambiente.

  Para que se possa entender melhor a “cultura” gótica e a linguagem corporal do adolescente que se identifica com esta, se faz necessário retomar alguns pontos que fundamentam o período da adolescência (Osório, 1992) compreende a adolescência como:


A etapa evolutiva peculiar ao ser humano. Nela culmina todo o processo maturativo biopsicossocial do indivíduo. Por isto, não podemos compreender a adolescência estudando separadamente os aspectos biológicos, psicológicos, sociais ou culturais. Eles são indissociáveis. (p.103)
Na visão de Osório (1992) a adolescência deixou de ser compreendida como uma simples passagem da infância para a idade adulta, com alterações físicas, aparecimento das características sexuais e mudanças de temperamento, e passou a ser vista como momento fundamental do desenvolvimento do indivíduo, acentuando a aquisição da imagem corporal e a estruturação da personalidade. O início da adolescência não pode ser determinado, pois varia de acordo com o ambiente sócio-cultural do indivíduo.

Nesse sentido, Ozella (2003) afirma que se deve entender a adolescência como construída socialmente, esta relacionada direta e inseparável com as especificidades de cada realidade. Depende das necessidades sociais e econômicas dos grupos sociais. É simultaneamente produção e produtora do contexto social.

Segundo Blos (1996), a adolescência é marcada por vários conflitos entre a dependência e independência, sendo um processo influenciado diretamente pelo ambiente sócio-cultural e que implica a perda da condição de ser criança. E entrar no mundo dos adultos é um mistério, causa anseios, medo do desconhecido e conseqüentemente gera ansiedade. A maturação sexual influência inteiramente o campo psicológico, e pode acarretar algumas dificuldades na vida do adolescente, levando-o a não saber como agir diante de tais mudanças.  Por essa razão, para o jovem surge a necessidade de adotar muitas defesas para manter a organização mental.

No período da adolescência no corpo vai acontecendo um processo de crescimento, nesta fase de vida o indivíduo passa por muitas transformações, tanto na questão física quanto psíquica. É um momento no qual se vivencia diversas e novas emoções (Nero, 2003).

Ao explorar a compreensão do adolescente gótico, percebe-se que apresentam uma tendência dirigida para o misticismo e para o oculto, juntamente com temáticas consideradas “macabras”, concebidas como desviantes. São facilmente percebidos como “mórbidos” e trazem em si uma imagem de decadência em torno da autodestruição.

Nesse sentindo Melton (1994) assevera:


Na busca de uma identidade, a fachada social gótica construiu-se associando realidades que além de terem afinidades entre si, e que se amalgamaram de tal forma que hoje constituem-se num todo uno, e com uma coerência e complexidade superior à simples soma das partes. (MELTON, 1994, p.265).

O estilo gótico conforme Pais (1996) apresentam traços marcantes em que predomina uma elegância sombria inspirada na Europa dos anos 40: saias de lã retas e justas na altura dos joelhos, sapatos pretos pesados, meia em destaque. Camisa de corte clássico, brancas, para homens e mulheres que, no entanto, podem ser usadas ao contrário, com botões nas costas. Casacos, paletós e capas, jaquetas e sobretudos, tudo em tom escuro e preferencialmente de lã, e não é raro, que elas sejam usadas mesmo em ambientes fechados e em dias não tão frios. Face pálida, magros com os cabelos tingidos de preto e joalheria de prata

 Pais (1996), afirma acerca dos góticos:
O simbólico de aparência é entre os jovens góticos revelador, de expressões de identidade grupal, sendo as identificações acompanhadas por complexos e sutis processos de diferenciação. O vestuário em particular aparece entre os jovens como detentor de um poder simbólico e instrumento de integração grupal. Mais do que sinais distintivos de classe o movimento gótico verifica-se a afirmação de um modelo de vida muito particular, com modos de pensar, sentir e agir específicos e conseqüentemente com algo de desviante. A dissidência estética é um indicador seguro da vontade de ruptura com o modelo dominante (PAIS, 1996, p.101).

De acordo com Schmidt (1985), os góticos através das perfurações corporais e tatuagens manifestam repúdio pelo socialmente instituído. Há nesse movimento uma ruptura com os valores estereotipados de beleza, transmitindo a idéia de rebeldia, inconformismo e agressividade em relação às normas de valores vigentes. Eles tentam ser diferente numa sociedade de iguais, ou seja, uma maneira de combater os preconceitos estigmatizantes. E os indumentários que usam, os estigmatiza, uma vez que “chocam” a sociedade.

Para Abramo (1994), esses jovens ao exibir sua imagem diferenciada produzem uma contraposição àquela do padrão considerado “normal” e evidenciam as suas construções simbólicas, oferecendo-se a serem lidos e interpretados. A produção dos “estilos” espetaculares por parte desses jovens envolve a elaboração crítica de questões relativas à sua condição e ao seu tempo e significa também um esforço de expressão dessas elaborações no espaço público. Segundo esta autora, é justamente nesse aspecto que os mesmos chamam a atenção, e que estes adolescentes lidam com questões da sua própria condição juvenil, relativo ao seu tempo histórico, e que procuram uma maneira de processar essa vivência da forma mais significativa possível.

Segundo Castilho (2001), a imagem do corpo exerce papel mediador em todas as coisas, desde a escolha de vestimentas, as preferências estéticas, até a capacidade de empatizar com as emoções dos outros. Enfim, entre as diferentes maneiras que o sujeito possui para pensar a respeito de si próprio, nenhuma é tão essencialmente imediata como a imagem de seu próprio corpo.

Para os góticos os símbolos ostentados (piercing, tatuagens etc.) e as imagens sobrecarregadas tentam comunicar às questões que os preocupa, a estratégia de choque busca deflagrar reações e respostas, por parte daqueles com quem se defrontam. A postura apocalíptica, as imagens demoníacas que o adolescente gótico exibe, não representam uma patologia mórbida, um desejo de morte ou uma exaltação do horror. É uma representação crônica espetacular da crença que ele tem da realidade, de modo a criticá-la e denunciá-la (Abramo, 1994).

O comportamento é a ação do indivíduo que pode ser observado em um contexto tanto micro quanto macro. O comportamento é influenciado pelas cognições do sujeito, uma resposta ao modo como o indivíduo a percebe e interpreta os eventos que acontece em sua vida (White, 2003).

A imagem do corpo não é apenas uma construção cognitiva, mas também um reflexo de desejos, emoções e interação com os outros (Schilder, 1999).

Conforme sugere Cash e Greenn (1986) a dimensão afetiva pode ser conceituada como os sentimentos individuais em relação à aparência de seu corpo e como o indivíduo se sente. O componente cognitivo esta relacionado a pensamentos e crenças quanto à forma e aparência do corpo, o aspecto comportamental está relacionado a atitudes tomadas com o objetivo de mudar o corpo.

Nesse sentido Caminha (2003) salienta que o modelo cognitivista afirma que nossos comportamentos são administrados por sistemas de crenças e pensamentos automáticos, provenientes de nossa capacidade de representarmos o mundo dentro de nossas cabeças.

De acordo com Beck (1997), desde a infância, os indivíduos desenvolvem determinadas crenças, o entendimento mais básico de si mesmo, dos outros e seus mundos. São denominadas crenças centrais aqueles entendimentos mais fundamentais, nucleares e profundos de uma pessoa, que reflete as representações do real pelo sujeito, e não o real propriamente. Nesse sentido, nossas interpretações, representações, ou atribuições de significado atuam como variável mediadora entre o real e as nossas respostas emocionais e comportamentais (Beck, 2007).

Conforme a autora acima (1997) as crenças centrais surgem da necessidade do ser humano extrair sentido do seu ambiente desde as experiências de aprendizado mais primevas e se fortalecem ao longo da vida. Partindo desse principio, a autora salienta que o indivíduo precisa organizar a sua experiência de maneira coerente para funcionar de forma adaptativa. É a partir da relação com o meio que o sujeito elabora determinados entendimentos e aprendizagens, ou seja, suas crenças, as quais variam em precisão e funcionalidade.

Para Silva (2003), Um sistema de crenças ou valores é capaz de conferir continuidade e coerência às nossas vidas, porque ajuda-nos a tomar decisões e avaliar a importância das experiências pessoais.

Alguns autores referem-se às crenças centrais pela denominação de esquemas, os quais são estruturas mentais para representar o conhecimento que englobam uma série de conceitos inter-relacionados em uma organização com significado (Bartlett, 1932; Brewer, 1999 apud Sternberg, 2008).

A investigação empírica desse conceito possivelmente teve inicio por Bartlett há cerca de 80 anos, evidenciada por Piaget nos anos 1930 e desenvolvida pela psicologia cognitiva e social na década de 1970 (Leahy, 1997 apud Knapp, 2004).

Beck, (1967, p. 23), define esquema como:
Estruturas internas de relativa durabilidade que armazenam aspectos genéticos ou prototípicos de estímulos, idéias ou experiências, e também organizam informações novas para que tenham significado, determinando como os fenômenos são percebidos e conceitualizados.

Nesse sentido Beck (1967, p.284), destaca alguns aspectos dos esquemas. Ele sugere que os esquemas podem explicar os temas repetitivos nas associações livres, nas imagens e nos sonhos. Observa que os esquemas podem ficar inativos em certos períodos, e depois “serem energizados ou desenergizados rapidamente, como resultados de mudanças no tipo de input do meio ambiente”.

Ao definir esquema, Beck (1976) se refere a uma rede estruturada e inter-relacionada de crenças que orientam o sujeito em suas atitudes e posturas em varias situações de sua vida. Esquemas são, então, compreendidos como estruturas de cognição com significado. Outra definição, de acordo com essa, afirma: “Os esquemas, definidos como estruturas cognitivas que organizam e processam as informações que chegam ao indivíduo, são propostos como representações dos padrões de pensamento adquiridos no início do desenvolvimento do indivíduo” (Dobson & Dozois, 2006, p. 26).

Complementando a teoria do autor acima, Segal (1988), apresenta a seguinte definição de esquema: “elementos organizados de reações e experiências passadas que forma um corpo de conhecimento relativamente coeso e persistente, capaz de guiar a percepção e a avaliação subseqüente” (p.147).

Enfim os esquemas são estruturas cognitivas que podem ser descritas com muitos detalhes. Podemos ainda deduzi-los a partir de comportamentos ou pensamentos automáticos, que por sua vez, influenciam a qualidade e intensidade da emoção e a forma de comportamento (Dattilio; Freeman & cols., 2004).

Conforme assevera Blankstein; Segal (2006), dentro do modelo cognitivo, os seres humanos são representados como seres que buscam, selecionam um padrão de processamento de informação, com base em esquemas, como um modelo de funcionamento humano. O sistema engloba estruturas, processos e produtos na percepção e transformação de significado, baseado em dados sensoriais provenientes do ambiente interno e externo.

Essas estruturas e processos atuam a fim de selecionar, transformar, classificar, armazenar, criar uma forma que faça sentido para o indivíduo em sua adaptação e funcionamento.

Segundo afirma Beck (1967, p. 174), os esquemas “são estruturas cognitivas dentro do pensamento, cujo conteúdo específico é as crenças centrais”.

A cognição tem um papel de primazia em relação às emoções e reações dos seres humanos dentro da teoria cognitiva (Knapp, 2004). Contudo existe uma interação entre o sistema cognitivo do ser humano e seus outros sistemas, como o emocional e o comportamental (Beck, Alford, 2000). O contexto ambiental e as reações fisiológicas também fazem parte desse processo interativo (Knapp, 2004). Esses são os cinco componentes que interagem em uma determinada situação. A mudança de qualquer um desses componentes afeta diretamente os outros sistemas (Greenber; Padesky, 1999).

O conceito de cognições, esquemas, comportamentos disfuncionais permanece no centro da teoria cognitiva e é um princípio integrador compatível com conceitos de diversas outras teorias que refletem os papéis das primeiras experiências e de processos inconscientes (Beutler; Harwood; Caldwell, 2006).

Para Maturana (1997, 1998), na cognição a linguagem também tem um papel importante como mecanismo de interação entre os indivíduos, e a participação da emoção na determinação das diversas situações no qual vivenciamos.

Conforme afirma o autor a linguagem não é apenas vista como um sistema de signos e regras que cerceiam os esquemas conceituais do indivíduo e o mundo em que ele vive, a linguagem nos move conduzidos por nossas emoções.

Corroborando com essa afirmação, Fridja (et al .2000), assevera que as emoções exercem forte influências sob as crenças, enquanto o pensamento racional não é suficiente para a ação, as emoções induzem o sujeito a agir de uma determinada maneira. Emfim, os sentimentos estão amparados pelas crenças, e as crenças pelos sentimentos.

Numa forma simplifica Beck, (2007), salienta que o modelo cognitivo propõe que a percepção das pessoas sobre as situações influencia suas reações.

Nesse sentindo acredita-se que as crenças que o sujeito tem a respeito de si mesmos, representadas por meio de seu auto-conceito, de sua auto-estima e de seu senso de auto-eficácia, afetam a maneira que os indivíduos têm de lidar e superar as eventuais adversidades em qualquer âmbito da vida.

Para Bower e Bower (1977, p. 26 apud PRETTE e PRETTE, 2005), a pessoa “evoca o seu auto-conceito quando faz uma predição sobre o resultado do seu desempenho”. Indivíduo como uma imagem predominantemente negativa de si mesmas, e conseqüentemente com baixa auto-estima, podem sentir-se deprimidas e evitar o contato social.

Essas crenças foram definidas por Loos (2003), como um conjunto das crenças auto-referenciadas.

Estas crenças atuam como variáveis moderadoras nos processos que regulam os comportamentos nos mais diversos contextos.

Certas crenças básicas sobre o significado da aparência na vida são aprendidas, quer através de situações traumáticas, relações familiares ou socialização cultural. Estas determinam a forma como a pessoa interpreta a realidade, funcionando como modelos que influenciam a determinação do seu foco de atenção, como pensa sobre os eventos da vida e sobre si mesmo (Castilho, 2001).

Em consonância com essa definição, Young (2003) elaborou uma teoria a respeito dos esquemas na qual os denomina como Esquemas Iniciais Desadaptativos (Early Maladaptive Schemas; EMS), empregando-os na compreensão das psicopatologias da personalidade.

Deste modo “esquemas iniciais desadaptativos se referem a temas extremamente estáveis e duradouros que se desenvolvem durante a infância, são elaborados ao longo da vida e são disfuncionais em um grau significativo” (p. 15). Young refere que a maioria dos EMS são crenças e sentimentos incondicionais sobre si mesmo em relação ao meio, servindo como um modelo para processar a experiência posterior.

Na abordagem de Young, os EMS apresentam várias difinições, dentre as quais: são incondicionais, ou seja, são verdades a priori; são autoperpetuadores, resistentes à mudança; são disfuncionais de maneira significativa e recorrente; são ativados por situações ambientais condizentes para o esquema específico; estão ligados ao um nível de afeto elevado; e parecem resultar da interação entre o temperamento e as experiências disfuncionais nas relações parentais e sociais nos primeiros anos de vida do sujeito.

Continuando o autor afirma que Foram identificados três processos de um esquema podendo ocorrer nos domínios cognitivo, afetivo ou comportamental, incluindo: a manutenção, a evitação e a compensação do esquema. Aquele esquema que está atualmente ativado em um indivíduo é denominado de modo de esquema. Na psicopatologia, um modo de esquema disfuncional é ativado quando esquemas desadaptativos específicos ou respostas de coping geram emoções perturbadoras, comportamentos de evitação ou mesmo auto-derrotistas que contaminam o funcionamento do indivíduo.

Uma vez que a participação dos esquemas emocionais torna-se necessária para assegurar o desenvolvimento do indivíduo, toda forma de manifestação afetiva é vista como basicamente adaptativa e funcional (Abreu e Rozo, 2003).


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MÉTODO

Este estudo caracteriza-se como descritivo exploratório e teve como objetivo identificar a linguagem corporal dos adolescentes góticos sob uma leitura sócio-histórica e cognitiva comportamental. O campo da pesquisa foi desenvolvido na cidade de Joinville/SC e a amostra contou com a participação de dez indivíduos adeptos da cultura gótica, sendo sete do sexo feminino e três do sexo masculino, com a idade média de 16 anos, sendo mais novo de 15 anos e o mais velho 19 anos. Foram realizados encontros individuais em um shopping da cidade para a aplicação dos questionários num período de três meses.

Foi utilizado como instrumento para coleta dos dados um questionário estruturado semi-aberto. Este era composto de 31 questões, sendo 8 (oito) questões abertas e 23 questões fechadas com as opções sim e não. Tais questões se referem às características circundantes ao estilo gótico, seus hábitos, suas crenças e percepções. Os dados foram tratados por meio de análise qualitativa conforme demonstram as figuras.



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