A inserçÃo das novas tecnologias no currículo do curso de letras, nas modalidades ead e presencial, da universidade estadual de santa cruz/ uesc-ba


A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA E LÍNGUA ESTRANGEIRA



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A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA E LÍNGUA ESTRANGEIRA

A formação do professor tem passado por muitas transformações ao longo do tempo, haja vista a necessidade de adaptação às mudanças sociais e paradigmáticas pelas quais a sociedade atual passa. No entanto, explorar o campo da formação docente, seja de qualquer área do conhecimento, fomenta muitas investigações, pois a partir de cada peculiaridade morfológica dessas ciências, as buscas pela resolução de problemas recorrentes e emergentes tendem a ser constantes e contextuais, dados aos fatores heterogêneos impostos a cada situação de troca de conhecimento. “O importante, de início, é reconhecer que as práticas educativas supõem processos comunicativos e, quero acentuar, intencionais, visando alcançar objetivos de formação humana” (LIBÂNEO, 1998, p. 25).

Portanto, o processo de formação do professor deve perpassar pela sua práxis de aprendiz que objetiva um prosseguimento dessa concepção, ou seja, partindo do pressuposto básico de que a formação docente é de cunho subjetivo e ao mesmo tempo coletivo, o educador deve constantemente estar imerso em um ininterrupto ciclo de formação. “A palavra formação em português, utilizado assim como substantivo, indica corretamente o processo dinâmico que se desenvolve ao longo do tempo” (ALMEIDA FILHO, 1997, p. 2).

Faz-se primordial qualificar os formadores para que aqueles que serão futuros formadores adentrem em um universo bem mais articulado e qualificado. Não se podem descartar todos os conhecimentos prévios dos aprendizes em detrimento de práticas engessadas e distantes da realidade que compõe o contexto sócio-histórico que este aprendiz está inserido. Segundo Barbosa e Ramos (2007, p. 3):
Mesmo ciente de que o indivíduo, na qualidade se ser histórico e social, nasce num meio determinado, portanto, sua estrutura, sua consciência, é determinada pela sua vida. Destarte, o modo de organização e produção deste sistema reflete e é refletido na vida dos trabalhadores como um todo, ou seja, os indivíduos são tais como manifestam sua vida (...).
Essa realidade de qualificação profissional, por vezes, mantém-se distante dos institutos e centros de formação, bem como de universidades, uma vez que a teoria se assenta longe dos heterogêneos contextos sociais, reproduzindo ideologias de classes que são supostamente reconhecidas como dominantes em detrimento da cultura expressiva da massa proletária que sustenta a maior camada social, ou seja, a classe popular.

A formação do aprendiz (futuro docente) tende, antes de qualquer coisa, buscar traçar um perfil identitário para que esse profissional possa reconhecer sua missão e reconhecer-se como sujeito partícipe da transformação social, bem como mediador para implementação de novas posturas históricas e sociais. Isto é, faz-se preciso que ao professor seja dada a visibilidade do que realmente é a educação, com todos os seus problemas, com todos os seus dilemas, teorias e práticas distanciadas, porém se deve acentuar a “necessidade de movimento constante” (ALMEIDA FILHO, 1997, p. 2) que deverá ser uma prática absolutamente continuada.

Os centros acadêmicos podem suscitar no aprendiz esse processo da busca contínua e ininterrupta do saber, pois segundo o filósofo grego Heráclito “ninguém se banha duas vezes nas águas do mesmo rio”, ou seja, tudo está em constante mudança, haja vista o avanço tecnológico e a rapidez com que o novo se torna obsoleto, e a escola não pode estar estanque a essa realidade. Ao professor cabe a tarefa de se renovar e sempre inovar, utilizando os recursos que fomentam as novidades científicas e tecnológicas.

O papel preponderante que exerce o professor é traduzível no seu contínuo esforço por criar caminhos de aprender e de adquirir para os alunos, de prever obstáculos (suavizando o encontro final com realidades linguístico-discursivas multissistêmicas), de premeditar experiências, criando climas favoráveis, oferecendo segurança ou proteção, desafio justo, desequilíbrios necessários, informações auxiliares e possibilidades de tomada de consciência sobre o complexo processo em andamento (ALMEIDA FILHO, 1997, p. 2).

Neste percurso dialético, o aprendiz/professor se torna mais confuso e perdido no distanciamento entre teoria X prática, e tende a sentir-se em meio a um turbilhão de dúvidas e questionamentos. “O professor, por exemplo, pode entrar em conflito consigo mesmo porque sente que se dedica, considera-se reflexivo, mas não vê mudanças ocorrerem em sua sala de aula” (SILVA, 2010, p. 39). Talvez, como aponta Silva (2010), seja esse não enxergar as mudanças que provoca a angústia no professor, o que o faz sentir-se perdido, sobretudo, no processo de autonomia na construção de estratégias e métodos de se lograr êxito em suas aulas.

Destarte, as TIC’s estão inseridas de forma muito preponderante no cotidiano de todos os cidadãos. Em outras palavras, no momento atual, vive-se a influência dos meios de comunicação, dada a velocidade com a qual as informações circulam no mundo globalizado, cujas fronteiras são rompidas, possibilitando a propagação de forma mais fácil de ideologias e, por consequência, a reprodução de discursos massificantes. As mídias, como força de um cotidiano que “dita” e “ensina” conteúdos e de um “suposto saber ser” e de um saber-fazer, às vezes invisivelmente, têm influenciado o desempenho do trabalho pedagógico (PERES, 2005, p.160).

É bem verdade que, para muitos educadores, as TIC’s são vistas como instrumentos irrelevantes, posto que o uso destes recursos pode causar um certo desconforto advindo do medo daquilo que é desconhecido. Assim sendo, existe uma possibilidade de que essas novas tecnologias, no âmbito educacional, ocasionem uma situação de estranhamento entre os educadores e de resistência ao seu uso.

Parece-nos que a problemática mídia/educação ainda carece de maior balizamento, melhor definição de objetos e práticas a serem construídas na pesquisa sob a ótica da Educação, com os trabalhos circundando os temas sem neles mergulhar, como se temendo os embates com as práticas pedagógicas cotidianas. Nada de novo no front. É um procedimento ainda marcante na Educação, área de conhecimento interdisciplinar que, na maioria das vezes, parece se satisfazer apenas com a antropofágica satisfação deste movimento relacional (MAFRA, 2008 p. 164).

A configuração como são utilizados os aparatos tecnológicos é que nortearão o que se pretende alcançar, de maneira tal que a necessidade de apresentar ao educador, em via de formação, as novas tecnologias possibilita a construção do conhecimento.

Contudo, não basta apenas apresentar novos aparatos tecnológicos e não incentivar a busca pelo re-conhecimento do novo. Talvez o problema não esteja no uso dos instrumentos, mas no método de aplicabilidade de como se inovar, transformar e diversificar a partir do uso das TIC’s.

Neste contexto, a metodologia da constituição do conhecimento docente deve ser re-visitado como um “entre - lugar” de experiências empíricas que possibilitem o acesso ao novo como propriedade e tranquilidade. Para Guedes (2006, p. 26), a construção do arcabouço teórico-prático do educador é mais extensa do que a sua vida acadêmica e profissional. Nenhum outro profissional tem uma relação tão precoce, contínua e sistemática com seu trabalho.

Tende-se pensar que os novos recursos tecnológicos podem ser “tábuas de salvação” de todo e qualquer problema que envolva os meandros educacionais, contribuindo para o esquecimento da sedimentação do conhecimento do profissional, a sua humanização e percepção das rápidas transformações de paradigmas sociais que norteiam a práxis vigente.

Faz-se necessário observar com cautela e precisão como adequar os componentes da construção do saber em interface com o uso das novas tecnologias que “movem” o mundo globalizado. Não obstante, a expansão do ensino em pleno século XXI, indubitavelmente, deve estar imbricada ao crescimento gradativo e por vezes exacerbado dos recursos tecnológicos que fomentam o surgimento, cada vez mais veloz, de distintas atitudes, seja no âmbito da linguagem, do comportamento, do conhecimento.

A digitalização permite registrar, editar, combinar, manipular toda e qualquer informação, por qualquer meio, em qualquer lugar, a qualquer tempo. A digitalização traz a multiplicação de possibilidades de escolha, de interação. A mobilidade e a virtualização nos libertam dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados (MORAN, 2007, p.03).


Já não se pode mais pensar apenas no modelo vertical no âmbito educacional, uma vez que a propagação e perpetuação deste modelo vão de encontro aos mais concretos meios de aquisição de aspectos cognitivos e conhecimentos sociais vigentes. É importante ter aparelhagem, “mas mais importante é elaborar um projeto pedagógico que aproveite bem a velocidade de conexão e a simultaneidade” (RAMAL, 2003, p. 190). Faz-se preciso estimular o uso das TIC’s para um aproveitamento mais eficiente dos objetos de estudo, a fim de se alcançar resultados igualmente eficazes.

A natureza de incorporação às mídias digitais de linguagens e meios convencionais de comunicação (áudio, vídeo, animação, material impresso...), de uso consolidado antes do advento e da disseminação dos computadores, evidencia a necessidade de um planejamento que considere as características específicas de suas linguagens e potencialidades tecnológicas, propiciando a criação de uma sinergia para a concepção e realização de ações educacionais inovadoras (SCHÖN, 1997, p. 87).


Assim sendo, o uso das mídias no âmbito escolar tende a favorecer que haja uma maior atenção dos sujeitos envolvidos no processo ensino/aprendizagem, posto que a partir da utilização de instrumentos inovadores, há um fomento às novas formas de diálogos, sobretudo, de maneira mais eloquente com aprendizes inseridos em um contínuo e presente contexto de transformações sócio-político-culturais.

Espera-se que as TIC’s facilitem as maneiras de ensinar e aprender, uma vez que havendo recursos dinâmicos, atraentes, atualizados, haverá a possibilidade de ingresso das pessoas em um mundo mais crítico e participativo no que concerne ao conhecimento institucional, acadêmico. Para tanto, as novas tecnologias se transformam em um poderoso aliado no processo de construção do conhecimento, pois pode possibilitar uma pesquisa mais acessível, testar conhecimentos e descobrir novos conceitos e situações. “Na rede, todos os participantes são potencialmente emissores, receptores e produtores de informação. Cada pessoa tem a oportunidade de buscar e representar por si mesma, escolher caminhos e participar da criação da trama de inter-relações” (ALMEIDA, 2003, p. 206).





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