"A importância das ciências humanas na produção do conhecimento"



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(Pa)ciência

Convive com teus pensamentos, antes de escrevê-los.

Não tenhas pressa em transformá-los em conhecimento.

Não te apresses em submeter à razão o que sentes.

Saboreia teus sentimentos e pensamentos.

Sente-os, escuta seus murmúrios,

Vê aonde te levam,

Múltiplos são os caminhos.

Tenta visualizar o que mostram sobre teus desejos,

Medos e fraquezas.

Depois sente aqueles que te estão próximos.

E depois aqueles que estão mais distantes.

Vê-os, sente-os antes de compreendê-los.

Mistura-te com eles,

Não tenhas medo de te perder.

Sempre nos perdemos.

E nos achamos.

Depois escreve.

E ao escrever traze, num abraço de palavras,

Aqueles que te inspiraram a pesquisar.

Regina Maria de Souza

Faculdade de Educação – Unicamp



monobere@unicamp.br

i FOUCAULT, Michel (1996) A ordem do discurso. São Paulo: Loyola (publicado, originalmente, em 1971 pela Gallimard, Paris).

ii FOUCAULT, Michel (1998) História da Sexualidade 2 O uso dos prazeres, 8º edição. Rio de Janeiro: Graal (publicado em francês em 1984, pela Galimard, Paris)

iii LACAN, Jacques Seminário VIII: A transferência. Rio de Janeiro: Zahar .

iv GALLO, Sílvio (2002) Em torno de uma educação menor. Educação e Sociedade, 27, 2, 169-177.

v Não é por arrogância que não arrisco uma tradução desse enunciado japonês. É por ignorância. Trata-se do título, em japonês, de um belo romance. O nome da obra em português foi extraído do fragmento de um provérbio, também japonês, que diz assim: Cada lagarta tem seu gosto; algumas preferem urtigas. TANIZAKI, Junichiro (2003) quem prefira urtigas. São Paulo: Companhia das Letras.

vi FOUCAULT, Michel (1992) As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes (escrito originalmente em 1966).

vii LANE, Harlam (1989) When the mind hears – a history of the Deaf. New York: Vintage Books.

viii MONTANARI, A (1978) Introducción in Pinel, Ph., Itard, J. El salvaje del Aveyron: pedagogía y psicología del Iluminismo tardio. Buenos Aires: Centro Editor de América Latina.

ix Para uma reflexão meridiana sobre o assunto, recomendo a leitura de: BANKS-LEITE, Luci; GALVÃO, Izabel (2000) A educação de um selvagem – as experiências pedagógicas de Jean Itard. São Paulo: Cortez.

x Inspirei-me em: CIVITA, Victor (1973) Mitologia, capítulo XXVII, os 433-437. São Paulo: Abril Cultural.

xi CHOMSKY, Noam (s/d) Diálogos com Mitsou Ronat. São Paulo: Cultrix (original publicado pela Flammarion, Paris, sob o título Dialogues avec Mitsou Ronat, 1977).

xii É tempo de, neste momento, dar crédito a Deleuze e Guatarri nos usos que fiz até agora sobre os termos “maior” e “menor”. Inspirei-me em DELEUZE, Gilles e BENE, Carmelo (1980) Superpositions. Paris: Minuit. Devo confessar que não só neles: antes de escrever este trabalho li de modo cuidadosamente lúdico o dossiê Deleuze organizado pela Revista Educação e Sociedade, v.27, n.2, p. 5-226, jul./dez. 2002. Como uma ratinha que cava uma toca em “U”, para poder dela sair mais adiante, me vali de ferramentas ofertadas por Walter Kohan, Sandra Mara Corazza, Clermont Gauthier e Silvio Gallo. Agradeço a eles os empréstimos que me fizeram sem que soubessem. Um agradecimento muito especial: ao Alfredo Veiga-Neto pelo rodopio inesperado que, o convite para escrever este ensaio, produziu em mim.



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