A importância da família e o papel do psicólogo social na reinserçÃo social do apenado



Baixar 12.86 Kb.
Encontro30.03.2018
Tamanho12.86 Kb.

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E O PAPEL DO PSICÓLOGO SOCIAL NA REINSERÇÃO SOCIAL DO APENADO
BRAGA, Isabel Cristina Mendes

MACHADO, Mariana Guariento

BARBOSA, Thamires Pereira

MOLON, Susana Inês

bebelcmb@outlook.com
Evento: Seminário de Ensino

Área do conhecimento: Psicologia Social
Palavras-chave: família; reinserção social; apenado
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho realizado por acadêmicas do curso de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) consiste em uma pesquisa qualitativa, na perspectiva da Psicologia Social, com o propósito de investigar as condições de reinserção social do apenado, buscando compreender a existência e a qualidade do apoio familiar na sua passagem pelo sistema prisional e no processo de saída da instituição.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
O conceito de ressocialização surgiu por volta dos séculos XVII e XVIII, juntamente com a ideia da resposta ao crime oferecida através das penas privativas de liberdade. No contexto da época, e ainda atualmente, ressocializar seria sinônimo de disciplina, trabalho e obediência à hierarquia das relações de poder.

Nesse sentido, Foucault (2009, p. 119), diz que entre o crime e a volta ao direito e à virtude, a prisão constituirá um espaço “entre dois mundos”, um lugar para as transformações individuais que devolverão ao Estado os indivíduos que este perdera.



Segundo Mioto (1998), a dinâmica familiar é desenvolvida na relação conjugal, onde cada um leva consigo características individuais, construindo através da interação familiar algo novo e único. Vivências como separação, morte e prisão devem ser acompanhadas por profissionais, pois são momentos decisivos para o futuro da família e seus componentes.

De acordo com Uzeika (2013), a família, sendo núcleo fundamental na vida de qualquer pessoa, desempenha funções específicas dentre as quais se destacam a promoção do bem estar dos seus membros. Portanto, pode ser responsável e indispensável na ressocialização do apenado. Uma família atuante e participativa pode contribuir decisivamente na reinserção social do apenado na sociedade.
3 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com um familiar de apenado em regime fechado em uma penitenciária de segurança máxima e dois apenados em regime semi-aberto em uma penitenciária estadual, todos no Estado do Rio Grande do Sul. Na análise de conteúdo das entrevistas procura-se entender a participação da família na reinserção social dos apenados.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Durante as entrevistas realizadas com apenados em regime semi-aberto, os apenados relatam que a presença da família é o que os mantém vinculados com a conjuntura social fora da prisão. Cabe salientar que na entrevista feita com a mãe de um apenado em regime fechado, ela ressalta a dificuldade de acesso ao presídio. Além disso, coloca em questão o quanto gostaria de continuar levando sua neta para ver o pai, porém as humilhações passadas são inibidoras. Contudo, afirma que estará do lado de fora o esperando quando for liberto. Um dos apenados entrevistados, em regime semi-aberto, diz que a instituição representa algo prejudicial à vida, afirmando que não deseja reincidir no crime. Segundo esse relato, o mais difícil seria ficar longe da família, não poder acompanhar o desenvolvimento da filha. Os resultados obtidos indicam que esses sujeitos carecem de um sistema eficaz e integrado com a família, que contribua para a reinserção social e ofereça apoio visando combater a vulnerabilidade social e os fatores de risco que os cercam ao sair do sistema carcerário. Percebe-se assim a falha da instituição que propunha um processo de reinserção social, e ao invés disso, não coopera com as relações sociais de familiares com apenados.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse contexto, o psicólogo social pode ajudar no fortalecimento das relações familiares, pode auxiliar na promoção de fatores de proteção contra a criminalidade, como trabalho, arte, educação e vínculos afetivos. Além disso, pode colaborar no combate de fatores de risco de reincidência, como uso e tráfico de drogas, que dificultam a reinserção social do apenado.
REFERÊNCIAS
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir – história da violência nas prisões – Tradução de Raquel Ramalhete. 36. ed. Petrópolis: Vozes, 2009.
UZEIKA, Rosenei. A ressocialização do preso pelo Estado, sociedade, família e apenado. Santa Rosa, RS, 2013.52f. (Trabalho de Conclusão de Curso). Departamento de Ciências Jurídicas e Sociais, UNIJUÍ, 2013.
MIOTO, Regina Célia Tamaso. Família e saúde mental: contribuições para reflexão sobre processos familiares. Revista Katálysis, Florianópolis, n.2, p. 20-26, maio, 1998.

Baixar 12.86 Kb.

Compartilhe com seus amigos:




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino fundamental
Processo seletivo
ensino médio
Conselho nacional
minas gerais
terapia intensiva
oficial prefeitura
Curriculum vitae
Boletim oficial
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
Poder judiciário
educaçÃo física
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
Conselho regional
ensino aprendizagem
ciências humanas
secretaria municipal
outras providências
políticas públicas
catarina prefeitura
recursos humanos
Conselho municipal
Dispõe sobre
ResoluçÃo consepe
Colégio estadual
psicologia programa
consentimento livre
ministério público
público federal
extensão universitária
língua portuguesa