A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo por meio de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação



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INTRODUÇÃO
A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo por meio de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação. O objetivo é buscar o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais.

O uso do cavalo como forma de terapia data de 458-370 A.C., com o grego Hipócrates. Ele cita o uso do animal em seu “Livro das Dietas”, como conta a fonoaudióloga carioca, Tatiana Lermontov, em seu livro A Psicomotricidade na Equoterapia.

Segundo as fisioterapeutas Mylena Medeiros e Emília Dias, no livro Equoterapia – Bases e Fundamentos, o uso do cavalo na área da saúde é tão antigo quanto a história da medicina, pois a equitação exercita não só o corpo, mas também os sentidos. O uso do cavalo foi indicado em “Observationes Medical”, de 1676, de Thomas Synderhan, até como tratamento para a tuberculose, cólicas biliares e flatulência.

As sessões periódicas de equoterapia são acompanhadas e orientadas por profissionais que auxiliam na recuperação e na obtenção de benefícios, como estimulação da autoconfiança e autoestima. Além de diversos outros aspectos como na esfera social, diminuindo a agressividade, citados por Lermontov.

O uso do cavalo pode ser classificado como reabilitador para pessoas portadoras de deficiência física e/ou mental; educacional, para pessoas com necessidades educativas especiais; e social, para pessoas com distúrbios evolutivos ou comportamentais.

No Brasil, a equoterapia teve impulso após a criação da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL), em 1989, na cidade de Brasília (DF). No Vale do Paraíba, Região Bragantina, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, o método é aplicado em diversas cidades, através de haras, sejam eles particulares ou não, porém associados a ANDE-BRASIL, como o Centro de Equoterapia Pégasus e o Centro de Equoterapia Pé de Pano, ambos em Bragança Paulista; o Centro de Equoterapia Arte e Vida, Canas; o Centro de Equoterapia da Associação de Apoio ao Desenvolvimento Humano – Acalento, Caraguatatuba; o Centro de Equoterapia do GIA-SJ e o CFEPM – Centro de Fonoaudiologia e Equoterapia-Projeto Movimento Ltda., os dois em São José dos Campos; e o objeto de estudo o Haras Saracuras Esportes Equestres Equoterapia, em Santo Antônio do Pinhal.

Este estudo mostrará a aplicação da equoterapia na Organização Não Governamental (ONG) Haras Saracuras Esportes Equestres Equoterapia (HSEEE), situado à cidade de Santo Antônio do Pinhal, na Serra da Mantiqueira, no estado de São Paulo. O trabalho tem como objetivo a confecção de uma publicação que pretende abordar o tema de forma leve e educativa. O veículo tem como missão evidenciar à sociedade a importância do tratamento, sobretudo sob a ótica da inclusão, assunto amplamente discutido no século XXI, como se pode ver na edição especial da revista Nova Escola, Editora Abril, de julho de 2009 e Revista Veja São Paulo, edição 2133, de 7 de outubro de 2009. A publicação servirá como meio de comunicação entre o haras e as pessoas que necessitam do tratamento, e entre o haras e especialistas do ramo, para um maior conhecimento do assunto.

Isso se faz necessário porque a ONG possui apenas uma forma de comunicação, o portal na internet www.saracuras.com.br, que enfrenta dois problemas: a falta de atualização constante e o pouco número de informações atualizadas. Para solucionar a dificuldade, é indicada a elaboração de uma publicação que mostre a importância da terapia oferecida pelo haras. Uma revista com edição especial pode se tornar um importante canal para difundir os trabalhos e o método terapêutico, objeto de estudo deste trabalho. Após a realização desta produção, a ONG terá disponível uma ferramenta para argumentação em busca de incentivos financeiros, o que proporcionará a continuidade dos trabalhos oferecidos. A não elaboração de um periódico é devido à falta de verba para o mesmo.

Outra expectativa do trabalho é a de que, com a publicação, seja possível criar uma visão geral do tratamento e, posteriormente, um aprofundamento sobre indicações e benefícios. Além de mostrá-lo por meio de histórias reais e depoimentos, visando, acima de tudo, divulgar o tratamento para que seja possível mostrar a possibilidade de mais investimentos no setor.

A ONG HSEEE, além de servir como centro de equitação, oferece o tratamento terapêutico que tem como fator principal o cavalo. A técnica é utilizada por 33 praticantes1, que comparecem em média duas vezes por semana ao local para sessões com duração média de 30 minutos.

Sabendo que os recursos financeiros do Haras são finitos, o tratamento gratuito de equoterapia oferecido pela ONG não pode se tornar maior e, ainda pior, corre o risco de não conseguir se manter no decorrer dos anos, pois está suscetível à fonte de renda dos proprietários.

Como toda empresa e instituição faz-se vital a manutenção de uma saúde financeira para o bom andamento dos negócios. No Haras Saracuras, a principal dificuldade encontrada é a falta de captação de recursos, e esse será também um dos objetivos desta publicação, para que a ONG se torne conhecida e receba incentivos.

Inicialmente, é importante que a comunidade ao redor, empresas que possam estabelecer parcerias, instituições médicas, entre outros interessados, conheçam o trabalho de equoterapia do HSEEE.

A confecção da Revista EquoVida tem o desejo de possibilitar à ONG uma forma de exposição das suas atividades, dos seus profissionais e carências existentes, em um trabalho realizado de forma voluntária. Com um primeiro exemplar produzido, a direção do local terá uma importante forma de comunicação e persuasão, quando na busca por incentivos, parcerias ou patrocínios, com o objetivo de manter os serviços, a lida com os animais e a vida ativa da instituição.

O trabalho apresentado está formatado em quatro capítulos que discursam sobre o tema. O primeiro aborda os direitos humanos e a inclusão social, assunto amplamente discutido atualmente. São apresentados, para efeito de comprovação das afirmações, projetos e programas existentes e indicados alguns materiais da grande imprensa sobre o tema inclusão. Fala-se também da história da equoterapia, de seus benefícios, suas indicações e contra-indicações, assim como a história do Haras Saracuras e da sua estrutura de trabalho.

No capítulo dois é apresentada a modalidade escolhida pelos autores para apresentação do trabalho. Explica-se também o que são jornalismos especializado, institucional, cientifico e de saúde, além de se falar do jornalismo e texto de revista, devido à produção da Revista EquoVida.

A definição da temática deste trabalho, assim como a metodologia utilizada, é apresentada no capítulo três, com explicações e detalhamento das ações realizadas.

Por fim, o capítulo quatro trata do produto deste trabalho, da produção e confecção da Revista EquoVida. São detalhados o porquê da escolha do nome, layout, tipologia, cores e as matérias produzidas para a primeira edição.

A publicação especial da Revista EquoVida tem oito páginas e aborda assuntos que informam seus leitores sobre o método, sobre o espaço do Haras Saracuras e também traz um artigo médico, escrito por profissional que conhece e tem autoridade para falar sobre a equoterapia. Leve e com uma leitura simples e objetiva, a EquoVida espera ser um importante canal de comunicação e divulgação da ONG Haras Saracuras Esportes Equestres Equoterapia.




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