A deus toda a glória



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a) Na finitude do entendimento humano. Isto dá surgimento a uma classe de mistérios necessários, ou mistérios em conexão com a infinitude e incompreensibilidade da natureza divina (Jó 11.7; Rm 11.33).

Jó 11.7 – "alcançarás tu os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso?” Portanto, cada doutrina tem seu lado inexplicável. Eis aqui o sentido próprio das palavras de Tertuliano: Certum est, quia impossibile est; quo absurdius eo verius”; de Anselmo: “Credo ut intelligam”; e de Abelardo: “Qui credi cito, levis corde est”. Drummond, A Lei Natural no Mundo Espiritual: “Desconhece-se a ciência sem mistério; é absurdo uma religião sem mistério”. E.G. Robinson: Um ser finito não pode captar até mesmo suas próprias relações com o Infinito”. Hovey Manual de Teologia Cristã, 7 – "Inferir da perfeição de Deus que todas as obras [natureza, homem, inspiração] serão absoluta e imutavelmente perfeitas; inferir do perfeito amor de Deus que não pode haver pecado algum ou sofrimento no mundo; inferir da soberania de Deus que o homem não é um agente moral livre; – "tudo isso é precipitação; são inferências a partir da causa para o efeito enquanto se conhece a causa de um modo imperfeito”.



b) No estado imperfeito da ciência natural e metafísica. Isto dá surgimento a uma classe de mistérios acidentais, ou mistérios que consistem na natureza aparentemente irreconciliável das verdades que, tomadas separadamente, são perfeitamente compreensíveis.

Somos vítimas de um astigmatismo, que permite ver só um ponto da verdade como se fossem dois. Vemos Deus e homem, sabedoria divina e liberdade humana, o natural e o sobrenatural, respectivamente, como dois fatos desconexos, quando numa visão talvez mais profunda seria apenas uma. A astronomia tem suas forças centrípetas e centrífugas, embora sejam indubitavelmente uma só. A criança não pode segurar duas laranjas ao mesmo tempo na sua mãozinha. Um pregador negro: “Você não pode carregar duas melancias debaixo de um braço”. Shakespeare, Antônio e Cleópatra, 1.2 – "No infinito livro secreto da natureza, Eu, pequenino, leio”. Cooke, Credenciais da Ciência, 34 – "O progresso do homem na ciência tem sido tão constante e rapidamente acelerado que se tem obtido mais durante a vida do ser humano que durante toda a sua história passada”. E, contudo, podemos dizer com D’Arcy, Idealismo e Teologia 248 – "A posição do homem no universo é excêntrica. Só Deus é o centro. Só em torno dele orbita a verdade completamente exposta. Há circunstância em que para nós o momento adiante da verdade pode parecer retrocesso”.


c) Na inadequação da língua. Porque a língua é um meio pelo qual se expressa e se formula a verdade, a invenção de um vocabulário na Teologia, como em cada uma das outras ciências, é condição e critério de seu progresso. As Escrituras reconhecem uma dificuldade peculiar no emprego das verdades espirituais em linguagem terrena (1 Co 2.13; 2 Co 3.6; 12.4). 1 Co 2.13 – "não com palavras ensinadas pela sabedoria humana”; 2 Co 3.6 – "a letra mata”; 12.4 – "palavras inefáveis”. Deus se submete a condições de revelação; cf. Jo 16.12 – "Tenho ainda muita coisa que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”. Tem de ser criada a linguagem. As palavras tem de ser tomadas do emprego comum e ser postas numa aplicação mais ampla e sagrada de modo que “variem sob o peso do sentido” – p. ex., a palavra “dia”, em Gn 1, a palavra ajgavph em 1 Co 13. Ver Gould, 1 Co 13.12 – "agora vemos como em espelho obscuramente” – metálico, cuja superfície é obscura e cujas imagens são obscuras = Agora contemplamos Cristo, a verdade, apenas refletido na fala imperfeita – "mas então face a face” = imediatamente, sem a intervenção de um meio imperfeito. “Tão veloz como um túnel num banco de areia do pensamento, as pedras da linguagem devem ser construídas em paredes e arcos, para um futuro progresso rumo à ilimitada mina”.
d) No nosso conhecimento incompleto das Escrituras. Porque não é a simples letra das Escrituras que constitui a verdade, o progresso da Teologia depende da Hermenêutica, isto é, da interpretação da Palavra de Deus.

Note o progresso ao comentar, do homilético ao gramatical, ao histórico, ao dogmático, ilustrado em Scott, Ellicott, Stanley, Lightfoot. John Robinson: “Na verdade estou persuadido de que o Senhor tem mais verdade ainda para revelar a partir da sua palavra”. Uma crítica recente mostrou a necessidade de estudar cada porção da Escritura à luz da sua origem e conexões. Tem havido uma evolução na Escritura, tão verdadeira como na ciência natural e o Espírito de Cristo que estava nos profetas causou um progresso desde a expressão germinal e típica até a completa e clara. Contudo, ainda necessitamos de apresentar a oração do Sl 119.18 --- “Desvenda os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei”.





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