A deus toda a glória



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c) Na importância dos pontos de vista definidos e justos da doutrina cristã para o pregador. A sua principal qualificação intelectual deve ser o poder de conceber clara e compreensivamente e expressar precisa e poderosamente a verdade. Ele pode ser o agente do Espírito Santo na conversão e santificação dos homens só quando pode brandir "a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" (Ef 6.17), ou, em outra linguagem, só quando pode imprimir a verdade nas mentes e consciências de seus ouvintes. Sem dúvida, nada mais anula seus esforços do que a confusão e inconsistência na apresentação da doutrina. Seu objetivo é substituir as concepções obscuras e errôneas entre os seus ouvintes pelas corretas e vívidas. Ela não pode fazer isto sem conhecer os fatos relativos a Deus e suas relações – em resumo, conhecê-los como partes de um sistema. Com esta verdade ele se investe de confiança. Mutilar a doutrina ou interpretá-la falsamente não é só um pecado contra o seu Revelador – "pode levar à ruína as almas dos homens. A melhor salvaguarda contra tal mutilação ou falsa interpretação é o estudo diligente das várias doutrinas da fé nas interrelações e especialmente nas relações com o tema central da teologia, a pessoa e obra de Jesus Cristo.

Quanto mais refinada e refletida for a época mais requer razões para sentir a Imaginação exercida na poesia e na eloqüência e, como na política ou na guerra, não é menos forte do que antigamente – só é mais racional. Note o progresso vindo do “Buncombe” (linguagem desarrazoada e não sincera), na oratória legislativa e forense, no discurso sensível e lógico. Bassânio, no Mercador de Veneza de Shakespeare, 1.1.113 – "Graciano profere uma porção infinita de nulidades. ... Seus raciocínios são como dois grãos de trigo perdidos em dois alqueires de palha”. O mesmo ocorre na oratória de púlpito: não bastam simples citação da Bíblia e férvido apelo. O mesmo ocorre com um uivante daroês (religioso muçulmano), a comprazer-se na jactanciosa declamação. O pensamento é a matéria prima da pregação. Pode aparecer o sentimento, desde que com a finalidade exclusiva de conduzir os homens “para conhecerem a verdade” (2 Tm 2.25). O pregador deve fornecer a base do sentimento, produzindo a convicção inteligente. Ele deve instruir mais que comover. Se o objetivo primordial do pregador é o conhecer Deus e, a seguir, tornar Deus conhecido, o estudo da teologia é absolutamente necessário ao seu sucesso.



Como pode o médico exercer a medicina sem estudar fisiologia, ou o advogado exercer o direito sem estudar jurisprudência? Prof. Blackie: Bem se pode esperar de um mestre em esgrima fazer-se um grande patriota, do mesmo modo que de um simples retórico, um grande orador”. O pregador necessita de conhecer doutrina para não se tornar um simples realejo, tocando sempre, sempre as mesmas músicas. John Henry Newman: “O falso pregador tem de dizer alguma coisa; o verdadeiro pregador tem alguma coisa para dizer”. Spurgeon, Autobiografia, 1.167 – "Mudança constante de credo significa, sem dúvida, estar perdido. Se se tiver que arrancar uma árvore duas ou três vezes por ano, não haverá necessidade de um armazém muito grande para guardar as maçãs. Quando se muda muito de princípios doutrinários, não se espere a produção de muitos frutos. ... Nunca teremos grandes pregadores enquanto não tivermos grandes teólogos. Não espere, de estudantes superficiais, grandes pregadores que convençam almas”. Pequenas divergências da doutrina correta da nossa parte podem ser danosamente exageradas naqueles que nos sucederem. 2 Tm 2.2 – "E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”.
d) Na íntima conexão entre a doutrina correta e o firme e agressivo poder da igreja. A segurança e o progresso da igreja dependem do "padrão das sãs palavras" ( 2 Tm 1.13), e de ser "coluna e esteio da verdade" ( 1 Tm 3.15). O entendimento defeituoso da verdade, mais cedo ou mais tarde, resulta em falhas de organização, de operação e de vida. A compreensão integral da verdade cristã como um sistema organizado fornece, por outro lado, não só uma incalculável defesa contra a heresia e a imoralidade, mas também indispensável estímulo e instrumento no agressivo labor da conversão do mundo. Os credos da cristandade não se originaram de uma simples curiosidade especulativa e de minuciosos artifícios lógicos. São afirmações da doutrina em que a igreja atacada e em perigo procurou expressar a verdade que constitui a sua própria vida. Os que zombam dos credos primitivos têm uma reduzida concepção do ápice intelectual e da seriedade moral que contribuiu para a sua feitura. Os credos do terceiro e quarto séculos incorporam os resultados das controvérsias que esgotaram as possibilidades de heresia relativas à Trindade e à pessoa de Cristo e que fixaram barreiras contra a falsa doutrina do fim dos tempos. Mahafi: “O que converteu o mundo não foi o exemplo da vida de Cristo – "foi o dogma da sua mora-te”. Coleridge: “Aquele que não resiste, não está em lugar firme”. Sra. Browning: “A total tolerância intelectual é a marca daqueles que não crêem em nada”. E.G. Robinson, Teologia Cristã, 360-362 – "Doutrina é apenas um preceito no estilo de uma proposição; preceito é apenas doutrina em forma de uma ordem. ... A teologia é o jardim de Deus; suas árvores são o seu plantio; e “avigoram-se as árvores do Senhor” (Sl 104.16).

Bose, Concílios Ecumênicos: “O credo não é católico porque um concílio de muitos ou poucos bispos o decretou, mas porque expressa a convicção comum de gerações inteiras de homens e mulheres que puseram em novas formas de palavras a sua compreensão do Novo Testamento”. Dorner: “Os credos são a precipitação da consciência religiosa dos homens e tempos poderosos”. Foster, A Vida Cristã e a Teologia, 162 – "Freqüentemente ela requer o choque de algum grande evento para despertar os homens para a clara apreensão e cristalização da sua crença substancial. Tal choque ocorreu através da rude e grosseira doutrina de Ário, sobre a qual chegou à conclusão, no Concílio de Nice, seguido tão rapidamente na gelada água os cristais de gelo que às vezes se formarão quando o vaso que os contém recebe um golpe”. Balfour, Fundamentos da Crença, 287 – "Os credos não eram explicações, mas negações de que as explicações arianas e gnósticas eram suficientes e declarações de que irremediavelmente empobreciam a idéia de Deus. Insistiam em preservar a idéia em toda a sua inexplicável plenitude”. Denny, Estudos em Teologia, 192 – "As filosofias pagãs tentaram atrair a igreja para os seus próprios fins, e voltar-se para uma escola. Em sua defesa própria, a igreja foi compelida a tornar-se uma espécie de escola por sua própria conta. Ela teve de fixar seus fatos; teve de interpretar a seu modo os fatos que os homens estavam interpretando falsamente”. Prof. Howard Osgood: “O credo é como a espinha dorsal. O homem não tem necessidade de usá-la diante de si; mas ele precisa tê-la, e que esteja correta, ou ele será flexível se não for um cristão corcunda”. É bom lembrar que os credos são credita (coisas em que se crê), não credenda (coisas em que se deve crer); as afirmações históricas do que a igreja tem crido, não prescrições infalíveis do que a igreja deve crer. George Dana Boardman, A Igreja, 98 – "Os credos podem tornar-se celas prisionais”. Schurman, Agnosticismo, 151 – "Os credos são fortificações defensivas da religião; elas deveriam ter se tornado, às vezes, artilharia contra a própria cidadela”. T.H. Green: “Dizem-nos que devemos ser leais às crenças dos Pais. Sim, mas em que os Pais creriam hoje?” George A. Gordon, O Cristo de Hoje, 60 – "A suposição de que Espírito Santo não se preocupa com o desenvolvimento do pensamento teológico, nem se manifesta na evolução intelectual da humanidade, é superlativa heresia da nossa geração. ... A metafísica de Jesus é absolutamente essencial à sua ética. ... Se o seu pensamento é um sonho, seu empenho pelo homem é uma ilusão”.




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