A deus toda a glória



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a) Período do Escolasticismo, --- introduzido por Pedro Lombardo (1100-1160), chegando ao clímax com Tomás de Aquino (1221-1274) e Duns Scoto (1265-1308).

Embora a Teologia Sistemática tivesse tido o seu começo na Igreja do Oriente, seu desenvolvimento limitou-se quase totalmente ao Ocidente. Agostinho (353-430) escreveu o seu “Encheiridion ad Laurentium” e a “De Civitate Dei”, João Scoto Erígena (+850), Roscelin (1092-1122) e Abelardo (1079-1142), na sua tentativa de uma explicação racional da doutrina cristã prefiguravam as obras dos grandes mestres escolásticos. Anselmo de Cantuária (1034-1109), com seu “Proslogion de Dei Existentia” e “cur Deus Homo”, tem sido, às vezes chamado, embora erroneamente, o fundador do Escolasticismo. Allen, Continuidade do Pensamento Cristão, apresenta a transcendência de Deus como o princípio controlador da teologia agostiniana e da Ocidental. A Igreja Oriental sustenta ele, tinha baseado a sua teologia na imanência de Deus. Paine, Evolução do Trinitarismo, mostra que isto é errado. Agostinho era um teísta da linha monista. Ele declara que “Dei voluntas rerum natura est” (a vontade de Deus é a natureza das coisas), e considera a preservação de Deus uma criação contínua. A teologia ocidental reconhece a imanência de Deus tanto como a sua transcendência. Contudo, Pedro Lombardo (1100-1160), o “magister sententiarum”, foi o primeiro grande sistematizador da Igreja Ocidental e seu “Libri Sententiarum Quator” foi o livro de texto da Idade Média. Mestres proferiram preleções com base nas “Sentenças” (Sententia = sentença, Satz, locus, point, artigo de fé), como fizeram nos livros de Aristóteles, que forneceu ao Escolasticismo seu impulso e direção. Cada doutrina é tratada na ordem das quatro causas de Aristóteles: material, formal, eficiente e final. (“Causa” aqui = requisito: 1) matéria em que uma coisa consiste, p. ex. tijolos e argamassa; 2) forma que assume, p. ex. o plano ou projeto; 3) agente produtor, p. ex. o construtor; 4) a finalidade por que foi feita, p. ex. moradia). A organização da ciência física bem como da teológica deve-se a Aristóteles. Dante o chamou “o mestre dos que conhecem”. James Ten Broeke, Revista Trimestral Batista, jan. de 1892. 1-26 --- “O Avivamento do Aprendizado mostrou ao mundo que o verdadeiro Aristóteles era muito mais aberto que o Aristóteles escolástico --- informação muito bem-vinda à Igreja Romana”. Para a influência do Escolasticismo, compare os métodos literários de Agostinho e de Calvino, --- aquele nos dá o seu material em desordem, como soldados em bivaque durante a noite; este, pondo-os em ordem como os mesmos soldados formados para a batalha.



Candlish, art.: Dogmática, Enciclopédia Britânica, 7.340 --- Ao lado de uma poderosa força intelectual tem preponderância todo o material dogmático coletado, e crescido sem os grandes sistemas escolásticos, que têm sido comparados com as grandes catedrais góticas obra da mesma época”. O dominicano Tomás de Aquino (1221-1274), o “doctor angelicus”, agostiniano e realista, --- e o franciscano Duns Scotus (1265-1308), “doctor subtilis”, --- elaboraram a teologia escolástica de modo mais completo e deixaram atrás de si, em suas Summae, gigantescos monu-mentos de indústria intelectual e argúcia. O escolasticismo tinha como alvo a prova e sistematização das doutrinas da Igreja por meio da filosofia de Aristóteles. Por fim, tornou-se um ilimitado charco de sutilezas e abstrações e acabou no ceticismo nominalista de Guilherme de Occan 1270-1347).
b) Período do Simbolismo, --- representado pela Teologia Luterana de Filipe Melanchton (1497-1560) e pela Teologia Reformada de João Calvino (1509-1564); aquela em conexão com a Teologia Analítica de Calisto (1585-1656) e esta em conexão com a Teologia Federal de Cocceius (1603-1669).

Teologia Luterana. --- Os pregadores vêm antes dos teólogos; Lutero (1485-1546) era mais pregador do que teólogo. Mas Melanchton (1497-1560), “o preceptor da Alemanha”, como era chamado, incorporava a teologia da Igreja Luterana em suas “Loci Communes” = pontos de doutrina comuns aos crentes (primeira edição agostiniana, depois substancialmente arminiana; um desenvolvimento das preleções sobre a Epístola aos Romanos). Foi seguido de Chemnitz (1522- 1586), claro e preciso”, o mais culto dos discípulos de Melanchton. Leonhard Hutter (1563-1616), chamado “Lutherus redivivus” e João Gerhard (1582-1637) seguiram Lutero mais do que Melanchton. “Cinqüenta anos após a morte de Melanchton, Leonhard Hutter, seu sucessor na cadeira de teologia em Wittenberg, numa época quando se apelava para a autoridade de Melanchton, destronava-se da parede o retrato do grande Reformador, e se esmagava sob os pés na presença da assembléia” (E.D. Norris, num jornal por ocasião do 60º aniversário do Seminário de Lane). George Calisto (1586-1656) seguiu Melanchton em vez de Lutero. Ele ensinava uma teologia que reconhecia o lado bom tanto na doutrina reformada como na romanista e a isto chamava “sincretismo”. Separava a Ética da Teologia Sistemática e aplicava a esta o método analítico de investigação, começando com o fim, ou a causa final, de todas as coisas, a saber: a bem-aventurança. E em seu método analítico ele foi seguido por Dannhauer (1603-1666), que tratava a teologia de uma forma alegorizante; Calóvio (1612-1686), “o mais intransigente defensor da ortodoxia luterana e o mais drástico polemista contra Calixto”; Queenstedt (1667-1688), que Hovey chama “culto, abrangente e lógico”; e Hollaz (+ 1730). A teologia luterana tinha como alvo purificar a igreja existente, sustentando que aquilo que não é contra o evangelho é por ele. Dava ênfase ao princípio material da Reforma: a justificação pela fé; mas conservava muitos costumes romanistas não proibidos expressamente na Escritura. Kaftan, Jornal Americano de Teologia, 1900.716 --- “Porque a filosofia escolar medieval sustentava principalmente o emprego da arma, a teologia protestante, representando a nova fé, acomodava-se necessariamente ao conhecimento por ela condicionado, isto é, as formas essencialmente católicas”.



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