A contribuiçÃo da monitoria em psicologia aplicada à saúde para o desenvolvimento de habilidades didáticas do aluno-monitor e para a formaçÃo dos alunos da disciplina



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UFPB-PRG XIII Encontro de Iniciação à Docência



0091.DPISC.CCHLA.MT.10.R.O.1

A CONTRIBUIÇÃO DA MONITORIA EM PSICOLOGIA APLICADA À SAÚDE PARA O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DIDÁTICAS DO ALUNO-MONITOR E PARA A FORMAÇÃO DOS ALUNOS DA DISCIPLINA

Felipe Leal Soares Carneiro ¹; Laura Helena Montenegro Carneiro da Cunha Kumamoto3

Centro de Ciências Humanas Letras e Artes – CCHLA – Psicologia – DP –Monitoria

Introdução:

Um dos principais eixos temáticos da disciplina Psicologia aplicada à saúde é a promoção da saúde, definida por Sícoli e Nascimento (2003) como um conjunto de práticas multi e interdisciplinares para a construção de hábitos saudáveis, condições dignas de vida e de trabalho e articulação de políticas públicas, direcionadas a saúde, contando com a participação ativa da população. Nesta ótica a saúde é entendida como um projeto social que visa o bem-estar físico, mental e social, conforme definiu a Organização Mundial de Saúde (Giovanetti & Sant’anna, 2005), e não apenas a eliminação de sintomas ou doenças. O paradigma da promoção da saúde, ao estabelecer a mudança de foco da doença para os fatores promotores de saúde, torna possível a articulação com a Psicologia Humanista através da noção de que o ser humano busca o desenvolvimento pleno dos seus potenciais e que o adoecer é uma conseqüência do bloqueio desta busca pela auto-realização em todas as dimensões que caracterizam a condição humana, quais sejam: a biológico, psicológica , social e espiritual.

A partir desta ênfase sobre os aspectos saudáveis, as virtudes e potencialidades humanas a Psicologia da saúde encontra na Psicologia positiva um importante referencial teórico para o enriquecimento das intervenções no sentido de resgatar e fortalecer os mecanismos de enfrentamento de adversidades pelo indivíduo (resiliência) como, por exemplo: o adoecer. Nesta perspectiva o psicólogo ao focalizar em sua prática o processo saúde-doença deve ampliar o foco das suas intervenções para além da doença, visando contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos para os quais o seu trabalho é direcionado, considerando-os no seu contexto sócio-cultural e histórico.

Enquanto projeto social a saúde só pode ser concebida como direito dos cidadãos e dever do Estado, o que está colocado na Constituição de 1988, com repercussões no âmbito do desenvolvimento das políticas públicas de saúde e na reestruturando das ações em busca da interdisciplinaridade de modo que as múltiplas dimensões que envolvem o processo saúde-doença sejam devidamente considerados. Ao trazer esta visão sistêmica do indivíduo, a Abordagem Ecológica do Desenvolvimento Humano (AEDH) proposta por Urie Bronfenbrenner se articula com a contribuição da Psicologia Positiva para compor o arcabouço teórico focalizado na disciplina. Esta abordagem oferece uma proposta teórica e metodológica para o estudo do desenvolvimento humano numa perspectiva integracionista considerando o desenvolvimento como o resultado da interação dinâmica entre o indivíduo e o seu meio ambiente ecológico, o qual é formado por quatro núcleos interrelacionados: o processo; a pessoa; o contexto e o tempo (Morais & Koller, 2004).

Os processos proximais são considerados por Bronfenbrenner como promotores do desenvolvimento, através dos quais o indivíduo desenvolve competências , ou seja, adquire habilidades, capacidades, conhecimentos para conduzir e direcionar seu próprio comportamento. Caso o contexto relacional onde ocorrem os processos proximais seja desfavorável haverá a disfunção (manifestação de dificuldades de controlar e integrar o comportamento). A pessoa é analisada a partir de suas características biopsicológicas e daquelas constituídas sob a influência do ambiente. Tais características podem tanto promover o desenvolvimento (forças generativas) como retardá-lo ou impedi-lo (forças disruptivas). O contexto é definido em quatro níveis ambientais integrados: os microssistemas são os ambientes onde as pessoas interagem face-a-face, com pessoas significativas, por longos períodos de tempo o mesossistema é o conjunto de micro-sistemas aos quais as pessoas se afiliam em certo momento, o exossistema é composto por ambientes nos quais a pessoa não está presente, mas cujos eventos a afetam indiretamente, o macrossistema é constituído pelas estruturas sociais mais amplas em termos de valores, normas, ideologias e sistemas políticos. O tempo permite a análise de mudanças e continuidades ocorridas ao longo do ciclo vital sendo dividido em microtempo (tempo presente) temporalidade envolvida nas interações das pessoas em desenvolvimento; mesotempo: acontecimentos em dias, semanas, anos; macrotempo: tempo histórico e social no qual a pessoa se encontra (Idem).

A AEDH e a promoção da saúde se articulam a partir das dimensões relativas a historicidade e influência do contexto sociocultural, tendo como ponto fundamental uma visão do ser humano em sua totalidade, repercutindo na maneira com se lida com o processo saúde/doença.

Palavras-chave: Promoção de saúde, Psicologia Positiva, Abordagem Ecológica do Desenvolvimento Humano

Objetivos:

Desenvolver no aluno-monitor uma postura crítica no que diz respeito a compreensão do processo saúde/doença e suas dimensões biopsicossociais, e contribuir, na perspectiva da formação discente, para o desenvolvimento de uma postura crítica e reflexiva quanto ao processo de inserção do profissional de psicologia no campo da saúde e seu papel na equipe interdisciplinar.



Metodologia:

Discute-se em sala de aula, temas de extrema relevância para o trabalho do psicólogo que trabalha com a temática da saúde com o objetivo de desenvolver a conscientização em torno do compromisso ético e político do futuro profissional no âmbito das políticas públicas em saúde, bem como desenvolver um olhar humanizado sobre a sua prática. A fim de desenvolver um melhor aprofundamento teórico, a disciplina Psicologia aplicada à saúde é vinculada ao projeto de extensão “Apoio a criança hospitalizada: uma proposta de intervenção lúdica”, possibilitando assim uma maior articulação teórica e prática dos conteúdos discutidos em sala de aula.



Conclusão:

Ao proporcionar a articulação entre a formação teórica e sua aplicação prática, esta experiência acadêmica tem contribuído para a geração de conhecimentos e reflexão em torno das transformações necessárias no processo de inserção do psicólogo no campo da saúde, em especial no que diz respeito à assistência à criança e ao adolescente hospitalizado.



Referências Bibliográficas

- SÍCOLI, J. L., NASCIMENTO, P. R. Health promotion: concepts, principles and practice, Interface - Comunic, Saúde, Educ, v.7, n.12, p.91-112, 2003.


- GIOVANETTI, R. M.; SANT’ANNA, P. A. Estratégias de psicodiagnóstico interventivo e apoio em crises adaptativas por meio do jogo de areia e da EDAO. Psicol. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18, n. 3, Dec. 2005.

- MORAIS, N. A. & KOLLER, S. H. Abordagem Ecológica do Desenvolvimento Humano, Psicologia Positiva e Resiliência: Ênfase na saúde. In: KOLLER, S. (org.) (2004). Psicologia Positiva e Resiliência: Pesquisa e intervenção no Brasil. São Paulo, casa do Psicólogo.





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