A avaliaçÃo da influência do agregado reciclado de concreto na penetraçÃo de íons cloreto



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CONCLUSÕES PRELIMINARES

No contexto da proposição de políticas para tentar diminuir a incidência de atos violentos contra as mulheres criaram-se projetos como tentativas de resposta à necessidade de predispor dotações sociais para ampliar as oportunidades às mulheres e tentar diminuir a incidência de atos violentos contra as mulheres.

Constituir a mulher enquanto sujeito das políticas e entendendo sua atuação como possuidora de um diferencial nas relações cotidianas, leva-se a público as posições das mulheres frente às situações de dominação. Tais políticas propõem que ao nível da sociedade civil a mulher deixe de ser um sujeito privado e passe a ter uma identidade pública.

O que se percebe, a princípio, é que o projeto o qual nos propomos a pesquisar visa possibilitar a criação de espaços nos quais as potencialidades das mulheres possam emergir (potência do agir); lugares que possibilitam a troca de experiências e, consequentemente, produzem novas significações para suas próprias histórias. Ou seja, a partir da criação de espaços que possibilitem a emergência das subjetividades dessas mulheres, é possível que elas encontrem outras estratégias de vida e criem oportunidades para constituírem no espaço onde vivem. A importância está em reconhecer as subjetividades e proporcionar espaços de afirmação dessas mulheres.

No encontro dessas mulheres elas passam a vislumbrar a possibilidade de vivenciar o espaço público. Ao ocupar o espaço público, essas mulheres permitem-se conviver, relacionar-se com a diversidade e autoafirmar-se. De acordo com Arendt (2001), exploramos o reconhecimento e a afirmação dos sujeitos que se dão ao ocupar o espaço público no qual os atores da ação podem formular “em concerto” seus juízos, agir como cidadãos da polis. Elas passam a partilhar de uma responsabilidade política comum que ocorre quando da descentralização da gestão da coisa pública, envolvendo a participação das próprias mulheres residentes nos territórios de paz. Para a expansão da cidadania é preciso que as mulheres estabeleçam novas formas de relações sociais na comunidade.

Segundo Alvarez et al. (2004), a interação possibilita transformações psíquicas das partes, de forma que despertam suas potencialidades, assim como favorecem a retomada de sentido às suas vidas, promovendo sua resiliência. Resiliência entendida “como a capacidade humana de fazer frente às adversidades da vida, superá-las e sair delas fortalecido ou inclusive transformando” (p.2). Os grupos e pessoas não se isolam, mas ao contrário, conquistam e constroem processos de interação, formando a base de relações sociais novas, de caráter diferente.

Através da atuação das mulheres da paz o projeto busca fortalecer as práticas políticas e sócio-culturais desenvolvidas pelas mulheres na sua comunidade. Ao se organizarem em grupos dentro da comunidade possibilitariam a articulação com outras redes e poderiam fazer valer, de certa maneira, suas necessidades e reivindicações mais importantes, inclusive por elas reivindicarem melhores condições de vida, maior acesso à justiça e uma vida menos violenta e mais digna dentro de suas comunidades. Vítimas de diferentes tipos de violência, doméstica ou institucional, ou quando os membros de sua família também são vitimizados, presos ou mortos, principalmente seus filhos, as mulheres é que correspondem como principais vítimas da violência criminal.

Portanto, considerando as constatações descritas acima, o interesse da pesquisa está em compreender como as mulheres se posicionam no espaço público e na relação institucional e, avaliar, desde essa perspectiva as repercussões políticas do projeto na vida das mulheres.




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