A avaliaçÃo da influência do agregado reciclado de concreto na penetraçÃo de íons cloreto



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O cunho renovador da história das mulheres
Anelise Gregis Estivalet1

Unisinos/Brasil


INTRODUÇÃO


Historicamente, a cultura política tradicional sempre encarou como natural a apatia das mulheres no âmbito público. A recente institucionalização da cidadania das mulheres, caracterizada com frequência como uma cidadania fragilizada, reflete a priorização, durante muitos anos, dos papéis fundamentais na esfera doméstica, ainda hoje desprestigiada e desvalorizada no mercado político. Inscrever as mulheres na história implica necessariamente a redefinição e o alargamento das noções tradicionais daquilo que é importante em termos históricos para incluir tanto a experiência pessoal e subjetiva quanto as atividades públicas e políticas.

A cidadania, aqui entendida como uma representação social que se faz da política, daquilo que cada ator social histórico entende como seu direito e sua disponibilidade de ação, encontra seu significado no cotidiano, surgindo do convívio entre atores sociais nos âmbitos de sociabilidade extrafamiliar: a vida de bairro e o mundo da política. Espaços como esses estendem-se para além das paredes familiares e formam redes de relações junto à coletividade, fazendo surgir um sentimento de pertencimento comum.

Envolver-se na esfera pública e nessas redes de relações é concernente a toda a população. Porém, reafirma-se nesses espaços, em termos históricos e simbólicos, uma marca sexuada. A sociabilidade feminina tradicional e a participação no espaço público estariam constituídas, primordialmente, no espaço dos bairros e na tomada de decisões com vistas a melhores condições de existência, enquanto a política, como tema de conversas e de uma militância mais ampla, estaria restrita ao ambiente masculino reforçado pela prática socializadora.

A era dos novos movimentos sociais, pós-68, na perspectiva dos movimentos de mulheres, surge para problematizar o paternalismo do Estado de bem-estar social e a “família burguesa”, expondo o profundo androcentrismo (normas que privilegiam os traços associados à masculinidade) da sociedade moderna. As mulheres, ao atentarem para uma série de formas de dominação, politizam uma visão expandida da política que incluísse o “pessoal”. Politizando “o pessoal”, expandiram as fronteiras de contestação para além da redistribuição socioeconômica – para incluir o trabalho doméstico, a sexualidade, a reprodução e as questões culturais, reinventando-se como política de reconhecimento da diferença.



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