A ansiedade é um estado emocional que deve ser melhor entendido pelos profissionais do esporte um que interfere diretamente no rendimento do atleta sendo eles de alto nível ou um atleta iniciante



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INTRODUÇÃO
A ansiedade é um estado emocional que deve ser melhor entendido pelos profissionais do esporte um que interfere diretamente no rendimento do atleta sendo eles de alto nível ou um atleta iniciante.1

A ansiedade pode se dividir em duas vertentes sendo elas ansiedade somática e ansiedade cognitiva. A primeira se refere a autopercepção, uma questão fisiológica como alteração dos batimentos cardíacos, tensão muscular, alteração da pressão arterial, perda ou diminuição do controle motor e indisposição estomacal. Já a segunda, remete-se a pensamentos negativos que coloca o competidor em situação de não corresponder às expectativas impostas a ele levando-o ao fracasso.2

Cada modalidade esportiva tem a sua peculiaridade exigindo assim uma preparação física, psicológica e técnica diferenciada para cada um, pois cada pessoa tem facilidades e dificuldades em modalidades diferentes.3

A corrida de aventura envolve diversas outras modalidades esportivas tais como a orientação, o mountain bike, o trekking, atividades aquáticas e as técnicas verticais, além de um intenso contato com a natureza, podendo ser mata nativa, praias e montanhas, possibilitando-se deparar com situações inusitadas. De acordo com a atual competitividade, elaborou-se a seguinte problemática: A ansiedade interfere no desempenho de corredores iniciantes de corrida de aventura?

Quanto à hipótese deste trabalho acredita-se que a ansiedade somática se destaca mais em competidores do gênero masculino e a ansiedade cognitiva destaca-se mais em competidores do gênero feminino.

O presente trabalho tem como objetivo geral analisar a interferência da ansiedade no desempenho de competidores de corrida de aventura. Já os específicos se referem em comparar a ansiedade pré-competitiva somática e cognitiva entre os gêneros e apontar a interferência da ansiedade pré-competitiva somática e cognitiva em ambos os gêneros.

Este trabalho foi realizado com 30 jovens participantes da IV Corrida de Aventura, sendo 10 do gênero feminino e 20 do gênero masculino com faixa etária de 15 a 19 anos de idade, alunos frequentes na Escola Estadual Nossa Senhora do Patrocínio da cidade de Virginópolis/MG. Foi utilizado um questionário validado de nome CSAI-2 (Competitive State Anxiety Invetory – 2).4 Este questionário pontua as respostas auto-avaliativas dos participantes, fazendo com que ao final da análise seja diagnosticado o individuo com maior ou menor nível de ansiedade pré-competitiva. O questionário conta com 27 perguntas que visam indagar o que os competidores estão sentindo no momento que antecede a competição com relação à ansiedade.

Justificar este trabalho se torna fácil devido aos vários trabalhos estudados. A ansiedade de traço é um motivo ou uma disposição comportamental adquirida que predispõe um indivíduo para percepcionar um número largo de circunstâncias objetivamente não perigosas como ameaçadoras e para responder a estas com reações de estado de ansiedade desproporcionadas em intensidade relativamente à magnitude do perigo objetivo.5

Antes das competições, os atletas estão sobre grande pressão psíquica que pode ser denominada ansiedade-traço pré-competitiva. Este tipo de ansiedade é vista pela psicologia como peculiar ao período que antecede a competição e, consequentemente, prevê as oportunidades, riscos e as conseqüências.6

Ansiedade e stress são usados como sinônimos por alguns autores, uma vez que a definição de stress abrange a definição de ansiedade somática e cognitiva.7 Segundo os autores, o stress seria um desequilíbrio imposto pela necessidade circunstancial de natureza física ou cognitiva. Em uma situação de competição, espera-se haver contexto para surgimento de stress ou ansiedade, como observaram outros autores que analisaram contextos de competições profissionais. Neste trabalho, analisa-se se a corrida de aventura em questão também gerou isso nos participantes.

O professor de Educação Física deve saber o nível de ansiedade do atleta e a que nível ela poderá lhe ser útil e contribuir positivamente para seu desempenho. O Educador Físico pode utilizar o nível de ansiedade do atleta para beneficiá-lo.8 Também pode aumentar ou abaixar o nível de ansiedade do atleta e garantir, dessa forma, bons resultados em sua performance. Autores afirmam que se devem conhecer bem as características de cada atleta e o nível de ansiedade em que se encontra para que se possa tratá-lo adequadamente. 7,9

O controle de ansiedade do atleta pode garantir um bom desempenho ou paralisá-lo. Neste contexto, é muito importante a intervenção do Educador Físico para encontrar o nível ideal de ansiedade no participante.9

Este estudo está estruturado em cinco capítulos, sendo a introdução, o primeiro, apresentando entremeio a hipótese, justificativa e os objetivos. No segundo capítulo se apresenta o referencial teórico no qual foram retratados assuntos que abordam especificamente os conceitos fundamentais para descrever a ansiedade pré-competitiva e o seu impacto no desempenho de praticantes de esportes, especialmente, da modalidade corrida de aventura. O referencial contém discussões sobre o conceito e caracterização de ansiedade, a ansiedade somática e ansiedade cognitiva, a ansiedade traço pré-competitiva, as diferenças e semelhanças entre estresse e ansiedade, o impacto da ansiedade no desempenho dos atletas, o índice de ansiedade e a relação com a idade e gênero dos atletas, a modalidade de corrida de aventura e em seguida a natureza e as definições da modalidade, a ansiedade e autoconfiança. Finda-se apresentando as contribuições do Marco Teórico para a pesquisa. O terceiro capítulo é descrito o percurso metodológico, havendo uma caracterização da pesquisa quanto aos fins e aos meios; um levantamento apontando unidade de análise e observação, acompanhado da população e amostra; instrumento de coleta de dados e por último a estratégia de análise e tratamento de dados. O quarto capítulo apresenta os resultados e discussão juntamente com a leitura dos mesmos. No quinto capítulo se encontra a conclusão. Logo após se encontram as referências bibliográficas, seguidas dos anexos, nos quais se podem localizar o ofício para a escola, o termo de participação livre e esclarecido, questionário de prontidão (Par-q) e o questionário sobre ansiedade.

A presente pesquisa utilizou como Marco Teórico Tiago Nicola Lavoura que realizou vários estudos que serviram como base em todo acompanhamento referencial. O principal estudo foi realizado pelo mesmo em conjunto com Henrique Moura Leite Botura e Afonso Antônio Machado sendo ele: O estudo da ansiedade e as diferenças entre os gêneros em um esporte de aventura competitivo.






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