3 o currículo de matemática do ensino secundário



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O currículo de Matemática do ensino secundário



3 - O CURRÍCULO DE MATEMÁTICA DO ENSINO SECUNDÁRIO

O currículo da disciplina de Matemática em Portugal, como em muitos outros países, tem sofrido importantes mudanças, de acordo com as épocas — e isso tem acontecido no ensino secundário tanto quanto nos outros níveis de ensino. Para o comprovar basta observar, por exemplo, os manuais escolares usados no princípio do século. Os temas tratados são muito diferentes dos que se encontram nos manuais usados nos nossos dias e, mais importante, evidencia-se uma forma completamente diferente de abordar os assuntos. A evolução da Matemática e as mudanças sociais levam, periodicamente, à elaboração de novos currículos. A evolução do currículo — embora muitas vezes dramatizada por alguns dos actores sociais— é um fenómeno perfeitamente normal. Um currículo pode vigorar durante mais ou menos tempo, conforme se revele mais ou menos adequado às suas funções e ao jogo das forças políticas e sociais a que se encontra submetido. Com a transformação acelerada da sociedade, característica deste final do século XX, é natural que os currículos passem a ter uma vida útil cada vez menor.

Têm mudado os conteúdos curriculares, mas tem mudado também o que se entende por currículo. Num passado não muito distante, um currículo era essencialmente uma listagem de temas a tratar pelo professor. Depois, os currículos começaram a conter objectivos, recomendações metodológicas e sugestões para a avaliação. Hoje, volta a questionar-se o que deve ser um currículo. Deve ser um documento vinculativo de âmbito nacional, válido para todos os alunos de um mesmo nível etário? Ou deve conter uma parte fixa, comum a todos os alunos, e uma parte flexível, a ser gerida pela escola ou pelo professor? Deve o currículo estipular de modo pormenorizado os objectivos gerais e específicos, os métodos de ensino e as abordagens, os materiais, as formas de organização do trabalho na aula e os instrumentos de avaliação a usar pelo professor? Ou deve incidir sobretudo nas competências consideradas desejáveis, deixando o modo de as concretizar ao critério dos organismos encarregados da gestão pedagógica dos estabelecimentos de ensino?

Para ter uma perspectiva fundamentada sobre as actuais orientações do ensino da Matemática para o ensino secundário, é preciso conhecer o modo como se chegou à situação presente. É preciso conhecer, também, os pressupostos que fundamentam as grandes opções que informam o actual programa. Será, igualmente, indicado interrogarmo-nos sobre os principais aspectos que poderão condicionar a evolução futura dos currículos neste nível de ensino. É o que procuraremos fazer no presente capítulo.






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