13ª Mostra da Produção Universitária



Baixar 12,75 Kb.
Encontro18.03.2018
Tamanho12,75 Kb.

13ª Mostra da Produção Universitária

.

Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.


Plantão Psicológico na DEAM de Rio Grande: uma metodologia no apoio às mulheres vítimas de violência

BARBOSA, Thamires Pereira

MAFFEI, Bruna

SILVA, Rafaela Torino

RIBEIRO, Andreia de Souza

PALUDO, Simone dos Santos
thami.pereira@gmail.com

Evento: Seminário de Extensão

Área do conhecimento: Psicologia
Palavras-chave: violência contra a mulher; plantão; psicologia

1 INTRODUÇÃO

A violência contra a mulher é um problema sociocultural enfrentado em diferentes classes sociais, países e etnias ao longo dos últimos anos. No Brasil uma das medidas tomadas para combater á violência foi a criação da Lei n°11.340/2006 conhecida como Lei Maria da Penha e das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (DEAM). No entanto, o problema ainda se perpetua e gera muitas vítimas que presenciam a violência dentro do próprio lar e em ambientes públicos.

Após receber um convite da Promotoria da Justiça de Rio Grande para desenvolver uma atividade destinada para as mulheres vítimas de violência, o Centro de Estudos Psicológicos da Universidade Federal do Rio Grande (CEP-RUA/FURG) elaborou o projeto de um Plantão Psicológico na DEAM de Rio Grande, a fim de acolher as vítimas que se encontram em situação de crise, através de uma escuta empática e orientadora.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

A violência é definida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), como uso intencional de força ou poder em uma forma de ameaça ou efetivamente contra si mesmo, outra pessoa ou grupo ou comunidade, que ocasiona ou tem grande probabilidade de ocasionar lesão, morte, dano psíquico, alterações do desenvolvimento e privações (OMS, 2002, apud Sacramento & Rezende, 2006). Quando direcionada à mulher, pode ser definida como qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública com na esfera privada (Santos, 2001 apud Garbin et. Al 2006).

O momento de revelação da violência é fundamental para o rompimento deste ciclo e é necessário um espaço onde a vítima possa se sentir acolhida e protegida, sendo o Plantão Psicológico uma metodologia que objetiva a criação de tal espaço. Segundo Schmidt (2004) entende-se por plantão psicológico uma maneira de acolher e responder às demandas por meio de ajuda psicológica, colocando em disposição o tempo e espaço para esta forma de escuta. Ressalta-se que o plantão atende uma diversidade de demandas sem nenhuma previsibilidade, exigindo sensibilidade e invenção nos modos de resposta, caracterizados também pela singularidade, diversidade e pluralidade.

3 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)

O Plantão Psicológico será realizado nas dependências da Delegacia de Apoio à mulher de Rio Grande/RS em uma sala específica para a atividade. Ele funcionará inicialmente nas segundas-feiras e quartas-feiras, turnos manhã e tarde. O atendimento seguirá uma metodologia proposta para o plantão: acolhimento, revelação da violência, acolhimento do sofrimento causado pela violação, construção de estratégias de enfrentamento e encaminhamento. Para o atendimento foi elaborado um roteiro de entrevista que busca compreender o fato e elucidar o tipo de violação sofrida. Escalas de stress e ansiedade poderão ser aplicadas a fim de levantar informações sobre o estado de saúde psicológica da vítima e subsidiar a forma de atendimento mais adequada a cada pessoa.

4 RESULTADOS e DISCUSSÃO

O projeto iniciou com a visita das plantonistas na DEAM com o objetivo de contatar os profissionais da delegacia, organizar o atendimento que será realizado e definir o espaço para locação do trabalho. O projeto está em andamento, portanto os dados coletados serão apresentados somente durante o evento.



5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Entende-se que o Plantão Psicológico é uma ferramenta importante para ajudar as vítimas de violência que vão até a DEAM a encontrar apoio e as medidas certas a serem tomadas para auxiliar o rompimento do ciclo de violência que vivenciam.



REFERÊNCIAS

Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) (2012) Secretaria de Políticas para as Mulheres. Brasília



SACRAMENTO, L.T., & Rezende, M. M. Violências: lembrando alguns conceitos. Aletheia. (24), 25-104, 2006.

SANTOS, L.V.; COSTA, L.F Avaliação da dinâmica conjugal violenta e suas repercussões sobre os filhos. Psicologia: Teoria e Prática, v. 6. n. 1, p. 59-72, 2004.



SCHMITDT, M.L.S. Plantão psicológico, universidade pública e política de saúde mental. Estudos de Psicologia, Campinas, 21(3), 173-192, 2004.


Compartilhe com seus amigos:


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal