13ª Mostra da Produção Universitária



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13ª Mostra da Produção Universitária

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Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.


PROJETO DE INTERVENÇÃO: GRUPO DE APOIO AOS PAIS DE AUTISTAS

PEREIRA, Maria Paula Soares (GOMES, Jéssica Rodrigues)

MENDONÇA, Liana Souto Corrêa

paulasoarespereira@hotmail.com
Evento: Seminário de Extensão

Área do conhecimento: Saúde
Palavras-chave: autismo; intervenção; grupos
1 INTRODUÇÃO
A partir do estágio básico II da Universidade Federal de Pelotas na área da Saúde, realizado por estudantes do quarto semestre de psicologia no Núcleo de Neurodesenvolvimento (NDD) Dr. Mario Coutinho, observou-se peculiaridades referentes ao atendimento de crianças autistas, realizando um projeto de intervenção que proporcionará diversos benefícios às crianças e familiares, visto que muitas das famílias atendidas no Núcleo apresentam sofrimento psíquico, falta de conhecimento a respeito do espectro e dos cuidados necessários que as crianças precisam.
2 REFERENCIAL TEÓRICO

De acordo com estudos de Favero; Santos ( 2005), as famílias de crianças autistas estão sujeitas ao estresse e à tensão emocional devido às exigências que o transtorno acarreta, o que pode gerar problemas físicos e psicológicos no núcleo familiar. O diagnóstico de autismo mobiliza um ajustamento e reorganização nos papéis e situações de vida frente à nova realidade, a qual oscila em momentos de angústia, aceitação, rejeição e esperança. (PENNA, 2006)

O projeto compreende os aspectos da família e buscar-se-ão maneiras de trabalhar as dificuldades de cada indivíduo no grupo, abordando aspectos cotidianos que demandam cuidados. Além do estresse gerado pelo enfrentamento do transtorno, os pais precisam elaborar o luto, já que seu filho real não corresponde ao filho fantasiado, imaginado. De acordo com Krysnk (1969 apud SPROVIERI ; ASSUMPÇÇAO Jr , 2001, p. 231):
O autismo do filho coloca os pais frente a emoções de luto pela perda da criança saudável que esperavam. Apresentam, por isso,sentimentos de desvalia por enfrentarem as dificuldades dessa experiência dolorosa.
O grupo trará vários ganhos para os participantes, pois auxiliará nas dificuldades pessoais, trazendo à tona aspectos fundamentais de como trabalhá-las a partir das concepções dos demais. Fernandes; Svartman; Fernandes (2003 apud FERNANDES , 2003, p. 87), aponta que:
Em qualquer grupo os níveis conscientes e inconscientes de funcionamento grupal são os mesmos, e os participantes têm as mesmas aflições e pedidos básicos. O que deve variar é a atitude do coordenador do grupo, que, de acordo com os diversos objetivos irá reagir ao grupo diferentemente, desde que esse coordenador tenha clareza dos objetivos almejados e capacidade de se manter dentro dos limites pertinentes aos mesmos.
3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO

No GAPA, as atividades consistirão em roda de conversa, nas quais, inicialmente, serão explicadas as características do espectro autista, possibilitando esclarecimentos de dúvidas e reflexões. Além disso, serão incentivados momentos para relatar e compartilhar as experiências relativas ao autismo. O Grupo tem como intuito promover um espaço onde os pais possam compartilhar seus sentimentos e receber um suporte emocional.

As atividades realizadas serão supervisionadas pela professora Liana S. Corrêa Mendonça, a fim de orientar da melhor maneira as acadêmicas responsáveis pela intervenção, colaborando para o aprimoramento do projeto na resolução de problemas ou conflitos eventuais, caso necessário.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Com o projeto estima-se que os pais, ao final, possuam um melhor entendimento das especificidades do autismo, colaborando assim para um bom desenvolvimento da criança, além de possuírem instrumento de construção de uma base de apoio para enfrentar as dificuldades. Sendo assim, será utilizada uma avaliação descritiva, detalhando minimamente os processos realizados e as trocas estabelecidas entre os membros do grupo.


5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o trabalho exposto, conclui-se que a presente intervenção é de suma importância para a comunidade, uma vez que proporciona um suporte adequado às famílias de crianças autistas. Tal suporte se faz necessário para um acompanhamento efetivo do desenvolvimento do transtorno, o qual afeta diferentes facetas da vida do individuo e de sua família.


REFERÊNCIAS

SPROVIERI,M.H.; ASSUMPÇAO JR,F.B. . Dinâmica familiar de crianças autistas. ArqNeuropsiquiatr , São Paulo, v. 59, n. 2 ,p. 230-237,2001.


FAVERO,M.A.B.; SANTOS, M.A.. Autismo infantil e estressa familiar: uma revisão sistemática da literatura. Psicologia : Reflexão e Crítica, São Paulo,v.18, n. 3, p.358-369,2005.
FERNANDES, J.W. Importância dos grupos hoje. Revista da SPAGESP, Ribeirão Preto v. 4,n. 1, p. 83-91, 2003.
PENNA,E.C.G. Qualidade de Vida de Mães de pessoas com o diagnóstico de

Autismo. Caderno de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, 2006.

Disponível em: http://www.mackenzie.com.br/fileadmin/Pos_Graduacao/Mestrado/

Disturbios_do_Desenvolvimento/Publicacoes/volume_VI/05-2006.pdf> Acesso em jul 2014.






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