1; Raíza Ribeiro de Souza



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RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE GRUPO DE ACOMPANHANTES DE PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE CUIDADOS ESPECIAIS NUM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE

Gabriela Barros de Seixas1; Raíza Ribeiro de Souza2.

Palavras – Chaves: Acompanhante Hospitalar; Cuidados Prolongados; Família.

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INTRODUÇÃO

O adoecer constitui-se em um fenômeno complexo, multideterminado, multifatorial e raramente previsto. Essa experiência pode ser vivenciada de maneiras variadas considerando a significante influência de fatores culturais e ambientais, atribuindo formatações distintas para cada pessoa. Além disto, o adoecimento quase sempre representa um momento de rupturas e crises considerando os impactos na dinâmica de vida do indivíduo e da família. (LUSTOSA, 2007).

No processo saúde-doença, o ambiente, a doença em si, as dores, os medos, os procedimentos e incertezas quanto ao diagnóstico e/ou prognósticos são alguns dos fatores que podem desencadear a crise no paciente e em sua família no meio hospitalar. Além disto, em uma perspectiva objetiva, imediatamente os pacientes e familiares se deparam com as questões sociais e econômicas que podem afetar diretamente suas vidas, tais como: os custos do tratamento, a falta de leitos hospitalares, a necessidade de interrupção de atividades laborativas e a reorganização dos papéis familiares.

O adoecimento e hospitalização são fatores que alteram a rotina dos indivíduos que por sua vez deixam para trás a sua autonomia e independência, de forma permanente ou temporária, para assumir o papel de paciente dependentes de cuidados em um ambiente que lhe é estranho. Por outro lado, os familiares, responsáveis e/ou cuidadores de um paciente dependente, também modificam suas rotinas para assumir o papel de cuidados e se inserir na dinâmica de acompanhamento hospitalar.

Ao refletir sobre as alterações físicas, psíquicas e sociais que o adoecimento implica na dinâmica de vida do sujeito compreendemos que a intervenção de toda a equipe hospitalar, ao paciente e aos familiares que os acompanham nesse processo é fundamental para o sucesso da proposta de promoção e recuperação da saúde, especialmente para aqueles pacientes que necessitarão de cuidados prolongados.

Se, por um lado, a presença do familiar acompanhante é um fator positivo para o doente, ela traz consigo algumas implicações para a vida e para a saúde desse familiar que acompanha, visto que o cuidado é algo que demanda muita dedicação, pois envolve lidar com os limites humanos, com a vida, com a doença e com a própria morte, elementos que rondam, constantemente, o cenário hospitalar (DIBAI; CADE, 2009).

Compreendendo a família um sistema interdependente, no qual o problema de um afeta todos, situações de adoecimento e hospitalização, ameaçam a organização desse sistema, seus papéis e seus canais de comunicação. Assim, ela pode exercer influência na evolução desfavorável ou favorável de uma doença, justificando assim a abordagem à família como parte integrante do tratamento de um paciente hospitalizado. Tanto a família quanto a equipe responsável pelo paciente necessitam estar alinhadas objetivando adquirir confiança e vinculo, para que se estabeleça melhor aceitação ao tratamento, o que ampliará suas possibilidades de sucesso.

Nesta perspectiva, os familiares tornam-se essenciais no processo de tratamento do doente e demandam um olhar cuidadoso da equipe por também estarem sujeitos às situações de crise. Em muitos casos, demandam apoio e orientações no sentido de saber como lidar com as situações estressantes, sejam elas de caráter objetivos ou subjetivos, além de reorganizar as rotinas familiares mediante as condições e necessidades do paciente. Também é importante que a família sinta que pode fazer algo para ajudar o seu familiar a recuperar-se quando tal e possível e, mesmo quando não é que seja capaz de compreender a situação e acompanhar o paciente, dando apoio, compreensão, carinho e dedicação (LAZURE, 1994).




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