1. Ortónimo «Pessoa como Pessoa»



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Estilo/Linguagem:

. Linguagem simples - Tom coloquial/oralizante

. Verso livre, métrica e estrofes díspares

. Uso de comparações e metáforas simples

 

O tempo:

. Sucessão de instantes (Só o presente existe).

 

A morte:

. Natural

. Inerente ao Homem e à Natureza

 

Alberto Caeiro é o poeta mais simples, mais claro e mais natural. Apresentando-se como ‘guardador de rebanhos’, preocupa-se com a observação da realidade tal e qual como ela é.



É absolutamente anti-metafísico, na medida em que, por palavras suas, «pensar é estar doente dos olhos». Descreve, aprecia a realidade, vive o presente sem pensar, analisar e sofrer. Tudo é uma grande e constante novidade porque tudo é diferente entre si. Só quando pensamos é que uniformizamos as coisas. Assim, é, na perspectiva pessoana, o Mestre quer do ortónimo, quer dos restantes heterónimos.

Valorizando exclusivamente os sentidos, a visão assume um papel crucial, uma vez que é considerado o sentido mais importante e verdadeiro. Ele escreve o que sente e, por isso, escreve de uma forma simples, parecendo que as palavras saem naturalmente, ingenuamente, num estilo coloquial e muito espontâneo.

Segundo O Mestre, é preciso fazer uma «aprendizagem de desaprender», ou seja, pensar menos, libertar-se de tudo o que possa alterar a captação da realidade.

 

‘O Poeta da Natureza’ 

Chamamos-lhe ‘poeta da natureza’ porque, efectivamente, ele a idolatra. A natureza é perfeita nas suas próprias imperfeições. Adoptando uma posição panteísta, a natureza é Deus porque, se Deus criou as árvores e a água, então Deus é as árvores e a água.

Não define natureza, mas ama-a como mais ninguém o faz. Caeiro tem uma paz interior constante, estando em plena harmonia com o universo.

 

‘A visão’

Ver é conhecer e compreender o mundo. O conhecimento assenta nas sensações, para que a nossa realidade seja, simplesmente aquilo que está ao nosso alcance. «Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la», nada mais. Alberto Caeiro tem uma concepção da vida ao estilo do realismo sensorial.

 

‘A Morte’

Caeiro vê a morte chegar todos os dias a flores, plantas e animais. Sabendo-se parte da natureza como qualquer outro animal ou planta, ele sabe que, um dia, também vai morrer. Contudo, aceita-o naturalmente porque é o normal decurso da vida. É o que acontece com cada pedacinho de natureza, portanto também há-de acontecer com ele. Não há drama: «Um dia, deu-me um sono/ E adormeci como uma criança.»

 

‘O Tempo’

O tempo é uma sucessão de instantes. O presente existe agora, logo ele vive e sente o presente. Então, a sua única realidade é o presente, o agora. Como Caeiro aceita a sua realidade, está bem consigo mesmo e com o mundo, logo é feliz. Sendo feliz, não precisa de relembrar o passado ou premeditar o futuro. O que passou, já passou; o que ainda não passou, há-de passar.

 



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