1 basílio e o amor



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Ir. Basílio Rueda Guzmán

HOMEM DE DEUS


Caderno 4
O AMOR, A SABEDORIA

Ir. Giovanni Bigotto

1




BASÍLIO E O AMOR


A realidade do amor na vida do Irmão Basílio, esse amor que na linguagem cristã se chama de caridade, é sem dúvida o domínio mais rico de sua vida, feito de muitos gestos concretos, de atenções para com o próximo e para com Deus, mas também de convicções que impregnam sua inteligência e seu coração.



1.1. Um homem que amava
Entre os testemunhos que dizem que Basílio era um homem repleto de amor e da memória do coração, sentimo-nos embaraçados em escolher. O Irmão Seán Sammon, atualmente Superior-Geral, dizia nos funerais do Irmão Basílio: “Um dos maiores dons que concedeu a cada um de nós e ao Instituto é este: ele era nosso Irmão. Ele amava a todos nós como seus Irmãos e amava a todos aqueles de quem se aproximava como irmãos e irmãs. Seu modo de ser Irmão conosco e para nós foi uma bênção para cada um de nós, para o Instituto e para a Igreja...”1 · O Irmão Charles Howard, que lhe sucedeu, reserva também as primeiras pinceladas de um rico retrato, ao amor que vivia nele. Eis os golpes de pincel:

– Irmão Basílio, um apóstolo no mundo marista,

– um portador da Boa-Nova.

– Seu cuidado pelos Irmãos, no sentido mais completo da palavra, dedicando uma atenção pessoal especial aos que estavam em grande necessidade.

– Capacidade de atingir os corações, fazendo sempre passar as pessoas antes da instituição.

– Sua presença em nos servir e no trabalho era total.2

Encontramos traços semelhantes na ladainha de agradecimentos do Irmão Edouard Blondeel. Extraímos os mais significativos e notamos que numa ladainha de 14 agradecimentos, 7 fazem alusão ao amor:

Obrigado, Basílio, por teres sidos, durante 18 anos, um Pai Champagnat para nós: tu nos amavas, tu nos inspiravas, tudo como ele fazia com seus primeiros discípulos e irmãozinhos;

Obrigado, Basílio, pelas tuas grandes e longas viagens, às vezes urgentes, outras perigosas, sempre semelhantes às andanças de amor.

Obrigado, Basílio, pelo tempo consagrado ao menor dentre nós, tanto ao mais jovem como ao mais idoso, por uma carta, por um telefonema, por uma visita, uma mensagem inesperada, por um gesto fraternal inacreditável.

Obrigado, Basílio, por tua alegria tão comunicativa, teu riso jovial, tuas brincadeiras tão finas e benfazejas, teu linguajar substancial.

Obrigado, Basílio, pelo mistério de amor e de unidade de que eras portador, profeta e realizador lá onde estavas de passagem, seja com pressa, seja como hóspede aguardado e retido.

Obrigado, Basílio, por teres sido Irmão universal para todos e para cada um, e por teres lutado para que essa fraternidade universal nos habite; por tua discrição e teu respeito em todo o encontro, em toda a comunicação, intervenção, exigência e em todo o pedido.

Obrigado, Irmão Basílio, por teres sido nosso grande Irmão e aceitar de O SERES AINDA, intercedendo por nós.3

Adivinha-se o sorriso malicioso do Irmão Borromée Caron que escreveu do Canadá, no dia 19 de novembro de 2002: “Eu sorrio quando me lembro do dia em que nos ensinavam e nos diziam de compor uma face, uma máscara!... Encontrei essa máscara ou pelo menos essas personalidades, santos religiosos contudo, sem charme, sem calor como o inverno do Canadá. O Irmão Basílio era o verão, a doçura, o amor, a simplicidade. Ele era tudo para todos”.4 O Irmão Borromée junta ao seu testemunho um pedaço de papel em que o Irmão Basílio, brincando, o chamava: “Un perro sin dueño” (Um cão sem dono), e por debaixo colocou sua bela assinatura de Superior-Geral. Na sua amizade o Irmão guardou esse papel, de 1977 até 19 de novembro de 2002, como uma relíquia e anotava sobre um ângulo: “Humor de nosso Superior-Geral ao Borromée”.5 Nessa mesma data eu recebi uma palavra do Irmão Arthur Dugay. Enviou-me uma carta que Basilio escrevera à sua mãe, a 13 de maio de 1776. Ela acabava de perder uma de suas filhas. Basilio se associa à dor de três maneiras: Escreve uma carta cheia de afeição, remete-a ao Irmão Arthur Dugay, que então trabalhava em Roma (submestre dos segundos noviços) e envia o Irmão para participar dos funerais e permanecer algum tempo para fazer companhia a sua mãe.

Depois, em 1977, achando-se no Canadá, visitou essa mãe, que sofria então de um câncer. E o Irmão Arthur Dugay confiou-me a foto do Irmão Basílio com sua mãe.

Esses testemunhos são póstumos, mas a leitura das revistas que apresentam o retrato de Basílio quando de sua primeira eleição, de 1967, nos revela abundantemente quanto Basílio era estimado por sua capacidade de amar, de se fazer simples, serviçal, sempre atento. Eis um texto de acolhida, que data de 1972, e que diz muito sobre a maneira como os Irmãos estimavam seu Superior-Geral. É tomado da revista Bética Marista, de outubro de 1972, e é motivado pelos recentes retiros que Basílio havia pregado aos Irmãos da Província, em Ávila:

“Ao Irmão Basílio Rueda, Superior-Geral do Instituto, a Província de Bética dedica este primeiro número a suas conferências do retiro de Ávila:

– Por sua acolhida calorosa a todos e desde o primeiro momento.

– Por sua vida que queima minuto após minuto por um Instituto Marista renovado.

– Por sua marca de homem de Deus em suas conferências e nas eucaristias.

– Por “sua visão com os olhos do futuro” sobre o porvir da Congregação.

– Por seu apelo à conversão pessoal e institucional.

– Por suas observações pertinentes na Mensagem.

– Por seu devotamento aos Irmãos.

– Por viver e proclamar a VERDADE.

– Por retirar os pratos da mesa, carregar malas e se portar o chapéu (sombrero) mexicano.

– Por seus tapas sobre os ombros e por encontrar muitas “feições de tipos chiques” e outras de “rostos de pequenos marotos”.

– Por “ajudar a aurora a nascer”.

– E... também por prometer vir desfrutar do sol da Andaluzia quando... tiver um minuto livre. DE TODO O CORAÇÃO, OBRIGADO!”.6

Esse texto está cheio de afeição e de familiaridade; deixa que se adivinhe como Basílio ganhava os corações, como os Irmãos se sentiam amados, aceitos, respeitados: “Ele fazia nascer a simpatia naqueles com quem se relacionava. Quando chegava numa casa, não deixava de saudar o pessoal do serviço, interessando-se por seus familiares, e felicitando-os por certos detalhes que eles lhe contavam”.7 Basílio está de passagem em Saragoça, visita a Editora Luis Vives, para cada empregado tem uma palavra de atenção e de afeto. Quando, no dia seguinte, eu troco minhas impressões com esses mesmos trabalhadores, eles me fazem este comentário: “Que presente do céu receberam vocês, Irmãos Maristas, que superior tão simples, cordial, afetuoso. Ele nos tratou com tanta afeição como se fôssemos de sua família”.8 A revista Madrid-Marista relata assim as cartas de amizade que Basílio escrevia ao grande círculo de seus amigos íntimos, mais de uma centena: “Nas proximidades de Natal, a carta coletiva jamais faltava, plena de unção e de afeição. Ela transpirava a amizade, a paternidade e tal expansão espiritual que fazia extravasar seu coração em torrentes de amor para com os seus Irmãos e todos aqueles que Deus colocava em seu caminho”.9 Com efeito, era um amor que tinha sua fonte em Deus e que transbordava do mesmo movimento sobre todos as pessoas.




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