1 as pesquisas sobre as condiçÕes necessárias e suficientes para a mudança terapêutica da personalidade



Baixar 358,89 Kb.
Página1/31
Encontro22.03.2018
Tamanho358,89 Kb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   31

ELIZABETH SCHMITT FREIRE

A IMPLEMENTAÇÃO DAS ATITUDES FACILITADORAS

NA RELAÇÃO TERAPÊUTICA CENTRADA NO CLIENTE

Dissertação apresentada ao Departamento de Pós Graduação em psicologia do Instituto de Psicologia da PUC Campinas como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Psicologia Clínica



Orientador: Dr. Mauro Martins Amatuzzi

Campinas


2000

Dedico esta dissertação a



Newton Tambara

que não teve medo do meu medo

que confiou na minha luz

e foi parteiro do meu Ser...

e que também me ensinou a ser terapeuta centrada no cliente...


AGRADECIMENTOS

À Mauro Amatuzzi, que orientou-me com sabedoria, tolerância, paciência e amor. Que foi compreensivo para com os meus erros, me ajudando também nos momentos mais difíceis desta trajetória.

À John K. Wood, que me inspirou e me estimulou a dar os meus primeiros passos no mundo acadêmico...

Aos amigos da Delphos, minha família espiritual...

Aos meus clientes, que me deram muito mais do que eles pensam que eu dei a eles...

À Jerold Bozarth...


RESUMO

As atitudes de congruência, consideração positiva incondicional e compreensão empática foram apresentadas por Rogers, em 1957, na sua hipótese sobre as condições necessárias e suficientes para a mudança terapêutica da personalidade. Apesar da clareza teórica da formulação das atitudes facilitadoras, sua implementação na prática clínica tem gerado profundas controvérsias entre teóricos da abordagem centrada na pessoa. Estas controvérsias apontam para a questão da identidade da terapia centrada no cliente. Neste sentido, esta dissertação tem como objetivo investigar as formas de implementação das atitudes facilitadoras que identificam a terapia centrada no cliente. Esta investigação é realizada através de uma perspectiva clínica. A experiência clínica da autora e relatos clínicos da literatura são discutidos e analisados a partir de considerações teóricas que, por sua vez, também são expandidas e clarificadas por estas experiências. Concluiu-se que a atitude empática apresenta três facetas: a experiência empática, a compreensão empática e o reflexo de sentimentos. Estas três facetas da empatia são independentes, isto é, elas podem ocorrer numa relação interpessoal separadamente. A experiência empática e a experiência de consideração positiva incondicional são uma mesma e única experiência, sendo esta a atitude do terapeuta primordialmente facilitadora da mudança terapêutica. A não-diretividade do terapeuta é uma conseqüência inevitável desta experiência. A congruência foi compreendida como uma preparação do terapeuta para a experiência empática. As três atitudes postuladas por Rogers são, na realidade da relação terapêutica, uma única atitude, e esta representa a essência da terapia centrada na cliente. Esta única atitude pode ser descrita como a dedicação do terapeuta para estar com o cliente, acompanhando-o em seu mundo, no seu próprio ritmo e direção, e de acordo com o seu jeito único de ser.





Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   31


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal